Setores da direita golpista, incluindo os próprios políticos do PSDB, que estiveram à frente do golpe de Estado, diante da crise do regime, procuram se reciclar. A técnica mais usada para essa reciclagem de lixo político é a aproximação com elementos da esquerda. Políticos da esquerda pequeno-burguesa são usados, assim, para tentar passar a ideia de que, embora o lixo político da direita não seja nada mais do que lixo, eles seriam pessoas mais “democráticas”, moderadas, civilizadas, diferentes dos bolsonaristas.
Um dos que vêm tentando essa reciclagem é Marta Suplicy. Marta tem participado de reuniões com esquerdistas e “democratas”. Segundo reportagem da Revista Fórum do dia 3, “ela postou uma foto em seu Instagram junto com ex-governador Marcio França (PSB) e com o ex-candidato à presidência, Guilherme Boulos (PSOL). Ambos são de partidos próximos ao PT de Lula.” A revista ainda diz que Lula tem falado de Marta como uma boa prefeita de São Paulo.

Marta Suplicy, dentro do PT, sempre representou uma ala direita, oportunista, ferozmente defensora de uma política conciliadora e de aliança com a direita.
No momento mais crítico do golpe de Estado, quando Dilma Rousseff era alvo de uma campanha de calúnias e mentiras, quando a pressão da burguesia atingiu seu auge contra o PT, Marta Suplicy foi uma das primeiras a pular fora do barco.
Não que Marta simplesmente tenha saído do PT. A ex-prefeita ingressou no PMDB, partido de Michel Temer. Marta se aliou ao golpista que tomaria o poder de Dilma. Uma traição direta e explícita. Uma demonstração do oportunismos mais rasteiro. Marta tornou-se, então, uma das defensoras e apoiadoras da campanha de calunias golpista.
Tal baixaria política foi a morte política de Marta Suplicy: traidora da esquerda e do PT, golpista, base do governo Temer.
Agora, com a crise do golpe com a extrema-direita que toma conta do governo, Marta se torna uma “morta-viva” política que tenta se reciclar. Ela continuará morta politicamente, mas por ser uma pessoa viva, que anda por aí, tenta se fazer de política viva.
Essa operação de trazer de volta os mortos só serve para enganar o eleitor, se é que realmente vai enganar. Passar uma maquiagem no defunto para tentar fazê-lo mais apresentável não vai esconder o cheiro podre que exala por todos os cantos.





