Imperialismo quer que Irã volte para antes da revolução de 1979

Em 1979, os trabalhadores junto com setores nacionalistas da burguesia, derrubaram a monarquia pró-imperialista do Xá Mohammed Reza Pahlevi. Desde então, a política nacionalista do país com a maior classe operária do Oriente Médio tem preocupado as potências imperialistas.

O governo iraniano, por mais que não seja um governo revolucionário, controlado pelos trabalhadores, adotou desde essa época, políticas em defesa da soberania do país. Desenvolveu a economia do país e sua indústria bélica, e financiou movimentos árabes anti-imperialistas por todo o Oriente Médio. A aliança que se formou entre o nacionalismo burguês no mundo árabe foi tão preocupante, que à partir dos anos 2000, diversos desses governos tiveram de ser derrubados pelo imperialismo, como na Líbia de Muammar al-Gadaffi.

A força do Irã, entretanto, fez com que o país resistisse a esta ofensiva. Os ataques contra a Líbia, a Síria e outros governos do tipo teriam como objetivo, para o imperialismo, derrubar seu maior inimigo na região: o governo Iraniano.

Entretanto, desde a derrota dos EUA na Síria, esta ofensiva tem diminuído. A crise do imperialismo é muito grande e por isso não estão dando conta de tantas guerras, sobretudo após sucessivas derrotas.

No início desta semana, o governo iraniano, que desde a ascensão de Trump, tem entrado em diversos conflitos com os norte-americanos, anunciou que sairá do acordo nuclear firmado pelo imperialismo para impedir o país árabe de desenvolver suas usinas nucleares, e portanto, sua economia.

O acordo em si já era algo ruim. O imperialismo conseguiu impor um limite para o desenvolvimento do Irã, uma coisa que ataca profundamente a independência política do país. O Irã enquanto país soberano deveria ter o direito de realizar suas ações sem a interferência de potências estrangeiras. A aceitação do acordo revelou o caráter capitulador da burocracia nacionalista do país.

Porém, quando Trump decidiu sair do acordo (contra a vontade da ala majoritária do imperialismo mundial) e passou a atacar o país, o governo começou a se sentir ameaçado pela política dos norte-americanos. De forma correta, os iranianos decidiram sair do acordo, quebrando todos os limites para a produção de urânio enriquecido (matéria fundamental de suas usinas nucleares).

Por conta disso, Trump declarou que quer uma guerra contra o país. Segundo ele, seria uma medida de proteção contra a aquisição de armas nucleares pelo país. A burocracia iraniana, de forma defensiva, declarou que o urânio que eles produzem serve para as usinas mas não para fabricar armas nucleares. Mas de forma correta o Ministro de Relações Exteriores, Javad Tariff, declarou que o país irá se defender contra qualquer agressão.

É preciso ressaltar porém que não interessa que o país queira ou não produzir armas nucleares. Qual direito os EUA, único país que já utilizou armas nucleares contra a população humana, e que detém um enorme estoque dessas armas (o maior do mundo), tem de agredir outros países por produzirem esse tipo de arma.

Para os países atrasados, deve se fazer a defesa de que se tenha armas nucleares, justamente para se defender dos países que tem, que são os países mais violentos do mundo, principalmente os EUA, que financiam golpes e guerras em diversos países.

Ter armas nucleares é um questão de sobrevivência para o Irã e qualquer país atrasado.

Os EUA já estão indo para cima do país, atacando o governo de ter realizado ações contra eles, mobilizando tropas para o Oriente Médio e assim por diante. Recentemente, o imperialismo norte-americano impôs sanções contra o setor petroquímico do país árabe. Está provocando o país.

É preciso defender o Irã contra qualquer tentativa imperialista e esclarecer que, pouco importa qual pretexto os norte-americanos irão utilizar, o que eles realmente querem é colocar o país na condição em que estavam antes da revolução de 1979, quando um monarca aliado dos norte-americanos, fazia tudo o que as grandes potências mandavam. Entregava o país, facilitava a exploração econômica de empresas estrangeiras e mantinha o atraso tanto na população como na economia e na política. Derrotar os Estados Unidos é um questão fundamental para manter a independência do país.

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