Diante da gigantesca derrota, histórica, da esquerda com a aprovação da Reforma da Previdência pela Câmara dos deputados, setores ainda procuram criar a ilusão de que está tudo certo, agarrando-se em migalhas.
Uma das migalhas, comemoradas pela esquerda, por exemplo, é que mulheres que trabalham no setor privado poderão receber 100% do benefício após 35 anos de contribuição. Na proposta original, receberiam o valor total apenas após 40 anos.
Outra migalha comemorada, aprovada pelo mesmo destaque que modificou o tempo de contribuição para as mulheres, é que, no caso de pensão por morte, o valor recebido não poderá ser abaixo de um salário mínimo caso seja a única renda do dependente.
Além disso, foi reduzido de 20 para 15 anos o tempo de contribuição mínima de homens do setor privado, e as regras menos rígidas para os policiais, que recentemente causaram uma intensa crise na base bolsonarista da categoria, diante da reforma da previdência.
Como fica claro, tratam-se realmente de migalhas. Com a aprovação da reforma que retira na prática a aposentadoria da população, fazendo com que o trabalhador tenha que trabalhar ainda mais para receber uma mixaria, nada há de se comemorar com as insignificantes “vitórias” que estão sendo comemoradas pela esquerda.
A realidade é que a esquerda está brincando de parlamentarismo. Perdem ali, mas ganham aqui e assim por diante. O problema é que as supostas vitórias nem chegam perto de ser tão importantes quanto as derrotas sofridas pela esquerda e todo o movimento operário.
Derrotas que ocorreram, grande parte, por conta da política de capitulação da esquerda, que procurou apoiar uma Reforma mais “tranquila” ou fazer lobby, tentando convencer os deputados golpistas a votarem contra o roubo da Previdência sendo que eles mesmos receberam milhões do governo Bolsonaro, em um gigantesco esquema de corrupção.
Por isso, é preciso acabar com as ilusões. É preciso sair às ruas e lutar contra os golpistas. Mobilizar os trabalhadores em torno de uma luta efetiva pela derrubada do governo ilegítimo, a anulação de todas as medidas por ele tomadas, a liberdade de Lula e o cancelamento de todos os processos, e a realização de novas eleições gerais.





