No dia 29 de abril de 2019, ocorreu um vazamento de amônia no frigorifico Marfrig de Bataguassu, município do estado de Mato Grosso do Sul. Os bombeiros foram acionados em duas oportunidades, às 21 horas e às 23 horas.
Apesar de ser algo muito difícil de ocorrer, de não haver danos aos trabalhadores, o frigorífico informou ter controlado o vazamento e não ter havido vítimas.
Os frigoríficos, a exemplo do Marfrig, JBS/Friboi, BRF – Brasil Foods, Minerva, entre outros, procuram de todas as formas esconderem as sujeiras por debaixo do tapete.
O grupo BRF, por exemplo, recentemente quis ocultar até que não tivesse ocorrido vazamento, e em duas localidades diferentes, em Rio Verde/GO e Uberlândia/MG, nos dois frigoríficos tiveram vítimas, no entanto, em Uberlândia, os moradores dos bairros vizinhos foram os que acionaram os bombeiros.
Uma quantidade pequena no ar, já pode causar danos irreparáveis aos trabalhadores e, a exemplo da situação da BRF Brasil Foods, até os vizinhos, onde duas pessoas tiveram que serem socorridas em hospitais das imediações.
No Marfrig, após um incidente ocorrido há alguns anos atrás, em um Curtume, onde quatro trabalhadores vieram a falecer, há uma ocultação constante de fatos relacionados aos acidentes que vem acontecendo em seus vários frigoríficos instalados no país.
A situação dos frigoríficos, no que se refere a acidentes e doenças ocupacionais, apresenta uma realidade de verdadeira calamidade pública, sendo o setor industrial com maior incidência, ocupando o primeiro lugar, reconhecido até pelo Ministério Público do Trabalho.
O que os donos dos frigoríficos fazem para manter seus colossais lucros, no caso dos acidentes é criminoso, são capazes de fazer com que os seus funcionários trabalhem em verdadeiras sucatas, sem segurança nenhuma e falta de manutenção, ocasionando verdadeiras tragédias.




