Após ser alvo de críticas, o diretor do Museu Judaico, Peter Schäfer renunciou na sexta-feira (14). Segundo Schäfer, a renúncia foi para evitar mais desgastes para a instituição. O museu recebe anualmente certa de 700 mil visitantes e tem como foco um espaço de reflexão a respeito da cultura judaica alemã. Os ataques começaram por causa da exposição temporária “Bem-vindo à Jerusalém” que aborda o cotidiano religioso e político da cidade santa.
O que aconteceu com Schäfer foi uma tentativa de censura e a pressão fez com que ele renunciasse. Grupos a favor do estado de Israel acusaram a exposição de tendenciosa a favor do povo palestino. A pressão ficou ainda maior quando foi publicado no twitter do museu uma matéria em que acadêmicos israelenses condenam uma resolução do parlamento alemão que classifica o movimento pró-palestino de “antissemita”. Esse movimento pró-Palestina promove boicote econômico, cultural e acadêmico de Israel para que o país mude sua política em relação aos palestinos.
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu já havia exigido o encerramento da exposição desde dezembro de 2017. Netanyahu acusou o diretor do museu e Monika Grütters (comissária do governo alemão para a cultura e a mídia) de realizar uma exposição com “visão palestino-muçulmana”. Em entrevista, Schäfer disse que o twitter foi apenas uma “contribuição para a discussão”. O diretor do museu disse em entrevista que a exposição não produziu um discurso antissemita ou pró-Palestina, mas continuou defendendo a importância da exposição.




