A crise gerada pelos vazamentos da Operação Lava Jato publicados pelo portal The Intercept Brasil se aprofunda cada vez mais. No dia 30 de junho, mensagens trocadas membros da Lava ato mostram claramente que nem mesmos os investigadores da operação golpista estavam seguros de que Léo Pinheiro, ex-executivo da construtora OAS, tinha qualquer prova sobre a participação de Lula em qualquer delito.
Preso pela Lava Jato e ameaçado por diversos processos, Léo Pinheiro mudou seu depoimento inúmeras vezes, de modo que só conseguiu contentar o Ministério Público quando encontrou uma versão que incriminaria o ex-presidente Lula. Ao dar um depoimento nesse sentido, Pinheiro conseguiu negociar uma delação premiada com muitos benefícios, o que dá a entender que, muito provavelmente, seu depoimento foi fabricado.
O vazamento sobre Pinheiro, portanto, comprovou mais uma vez a farsa da Lava Jato. Se antes já havia ficado claro que nem mesmo os responsáveis pela operação acreditavam ter provas contra Lula, agora ficou claro também que nem uma das principais declarações utilizadas contra o ex-presidente foi levada a sério.
Para tentar diminuir a crise gerada por esse vazamento, Léo Pinheiro enviou uma carta à imprensa, reiterando que seu depoimento era verdadeiro. No entanto, a Defesa de Lula rebateu e comprovou, tecnicamente, as contradições entre a versão de Léo Pinheiro e as informações divulgadas pelo vazamento.
A Operação Lava Jato já está completamente desmascarada enquanto farsa. No entanto, isso não é suficiente para que ela seja dissolvida: há um consenso no interior da burguesia de que Lula deve continuar preso e de que o Estado deve possuir meios para perseguir arbitrariamente todos os inimigos do regime político golpista. Por isso é preciso sair já às ruas pela liberdade de Lula, pelo fim da Lava Jato e pelo fora Bolsonaro!





