Já são quase dois anos que os bancários do Banco do Brasil, que participaram de um concurso para a área de tecnologia do banco, esperam para serem chamados para ocupar os seus cargos. Esses trabalhadores, ao invés de estarem trabalhando na área na qual eles são formados, estão ocupando cargos nas agências bancárias suprindo a deficiência de pessoal nessas dependências, já que a política da direção golpista do banco é de trabalhar com o quadro de pessoal deficitário aumentando a superexploração dos seus funcionários quando o banco vem a cada dia diminuindo o número de funcionários.
A não convocação desses trabalhadores é parte da política da Diretoria de Tecnologia (Ditec) que visa sucatear o setor com o objetivo de entregar esse filão do banco para empresas terceirizadas assumirem o controle (50% da Ditec hoje já é composta por trabalhadores terceirizados). Sempre é bom lembrar que recentemente a empresa Falconi Consultores e Resultados, empresa do Sr. Pedro Moreira Salles que nada menos é o presidente do conselho de administração do maior banco privado do país o Itaú/Unibanco, realizou uma auditoria na tecnologia para a reestruturação no setor, que, logicamente, tem como finalidade entregar de vez toda a tecnologia para o capital privado.
A luta dos concursados na Ditec é a luta de todos os bancários do Banco do Brasil, que vêm sofrendo com a política privatista do ilegítimo governo Bolsonaro, e de todos os trabalhadores das empresas estatais que estão na mira dos golpistas para a privatização e entregar todo o patrimônio nacional nas mãos de meia dúzia de parasitas banqueiros e capitalistas.




