A direção golpista da Caixa Econômica Federal intensifica os ataques aos bancários ao anuncia uma “nova” reestruturação, e determina a transferência compulsória de funcionários, que hoje estão lotados nas dependências que executam serviços na área meio do banco, para as agências bancárias.
O presidente da CEF, Pedro Guimarães, membro do esquadrão do golpista Bolsonaro para destruir os bancos públicos, é um “especialista” em privatizações, com passagens por instituições do mercado financeiro e tem como função transferir para os seus verdadeiros patrões, os banqueiros nacionais e internacionais, um patrimônio que é do povo brasileiro, o único banco 100% estatal: a Caixa Econômica Federal.
Para isso está desenvolvendo uma política de terra arrasada dentro da empresa através do fatiamento dos ativos do banco, tais como a Loteria Instantânea (Lotex), Caixa Seguridade, Cartões, FGTS, etc., além de perpetrar um ataque desenfreado aos seus funcionários com o processo “reestruturação” na qual passa o banco.
Desde o golpe, que derrubou a presidenta Dilma Rousseff num processo farsa do impeachment no reacionário Congresso Nacional, já foram colocados no olho da rua cerca de 17 mil trabalhadores, recentemente a direção golpista do banco abriu mais um processo que pretende demitir mais 3,5 mil funcionários.
Agora, segundo fontes do próprio banco, a direção irá anunciar, na próxima segunda-feira (3) que todos os funcionários que não tenham função comissionada e que trabalham vinculados a alguma vice-presidência, cerca de 800 funcionários, serão transferidos, compulsoriamente, para uma agência, ou seja, uma verdadeira ditadura.
A determinação se dará sem que haja uma mínima discussão, sem qualquer debate entre os trabalhadores. Aquele funcionário, por exemplo, que hoje está lotado em uma dependência do banco que fica perto da sua residência, a partir de segunda-feira poderá está lotado em um ponto a quilômetros de distância de sua casa. Um verdadeiro absurdo.
Os trabalhadores da Caixa, juntamente com as suas organizações, devem levantar uma ampla mobilização que unifique os bancários para barrar a ofensiva dos banqueiros e seus governos da política de terra arrasada para os trabalhadores para beneficiar meia dúzia de parasitas capitalistas.





