Quarenta e oito dos 54 países africanos confirmaram o envio de delegações à cúpula Rússia–África, marcada para 28 e 29 de outubro, em Moscou. O assessor do Crêmlin Iuri Uxakov informou que Vladimir Putin deverá receber 22 dirigentes do continente. A reunião ainda não havia começado nesta terça-feira (27), mas a lista de participantes já indica sua dimensão.
Os governos pretendem aprovar um plano de cooperação para 2027 a 2029 e duas declarações conjuntas. Há também 33 documentos preparados para assinatura entre governos, órgãos públicos e empresas. O fórum econômico ligado à cúpula discutirá agricultura, energia, mineração, finanças e tecnologia.
O Ministério das Relações Exteriores russo denuncia pressão de governos ocidentais para afastar países africanos do encontro, inclusive mediante ameaças financeiras. Moscou fez denúncia semelhante por ocasião da cúpula de 2023. Naquele ano, Putin anunciou o fornecimento gratuito de grãos a seis países do continente; a entrega foi concluída em 2024, segundo o Ministério da Agricultura russo.
Os acordos previstos para esta semana interessam a países que buscam alimentos, fertilizantes, energia e investimentos. As potências ocidentais querem conservar influência sobre essas escolhas. A presença confirmada em Moscou expressa a decisão de dezenas de governos africanos de negociar por conta própria.




