O Botafogo social anunciou nesta terça-feira (27) que passou a deter 99,18% das ações da SAF responsável pelo futebol do clube. A Eagle Bidco, ligada a John Textor, ficou com 0,82%. A saída do empresário norte-americano do comando acionário, porém, pode ser seguida pela transferência da SAF a Gabriel de Alba.
A mudança foi preparada por um aumento de capital aprovado em 24 de setembro, com a emissão de 200 milhões de ações. O clube social comprou primeiro sua parcela de 102 milhões. A Eagle informou que não adquiriria a parte a que tinha direito; encerrado o prazo, o Botafogo subscreveu as ações restantes em 25 de outubro.
Na nota que divulgou a operação, o clube disse que o dinheiro do aumento de capital serviria para reforçar as finanças da SAF, especialmente o pagamento de salários. Informou também que a administração cotidiana permanecerá com os atuais executivos. O efeito imediato foi retirar da Eagle a capacidade de impedir uma transferência simples das ações para a GDA Luma, empresa de De Alba.
Textor deixa o controle depois de anos de críticas de torcedores à administração privada do futebol. O Diário Causa Operária registrou protestos contra a SAF e defendeu que o Botafogo ficasse sob controle de sua torcida. Agora que o associativo concentra quase todas as ações, essa discussão não pode ser reduzida à escolha do próximo comprador. O clube tem a possibilidade de conservar o futebol nas mãos de seus associados e torcedores.





