A sexta Feira da Produção da Área da Ponte reuniu alimentos cultivados por famílias camponesas entre Varzelândia e São João da Ponte, no norte de Minas Gerais. Feijão, farinha, hortaliças, frutas, mel e rapadura foram levados às barracas em setembro. A atividade voltava a acontecer após uma interrupção de 12 anos.
A fartura começou antes da montagem da feira. Os moradores cultivam parcelas de uma área irrigada que pertence à associação da comunidade. A rede de água é compartilhada, e a terra não pode ser vendida individualmente. Dessa forma, as famílias combinam o trabalho nas roças e mantêm meios de produção que seriam difíceis de instalar separadamente.
A retomada coincidiu com os 20 anos da Ponte da Aliança Operário-Camponesa, construída em 2006. A ponte e a irrigação respondem a necessidades distintas, mas nasceram da mesma organização: uma permite a circulação entre as áreas; a outra sustenta o plantio. A feira mostrou o resultado desse esforço nas bancas e na alimentação preparada para os visitantes.
A Liga dos Camponeses Pobres defende a conquista da terra pelos que nela trabalham. Na Área da Ponte, as famílias não esperaram que o latifúndio resolvesse seu abastecimento: organizaram a produção e levaram a colheita à população. É por isso que o PCO reivindica a expropriação do latifúndio sem indenização e a entrega da terra aos camponeses.





