Netaniahu anunciou nesta sexta-feira (23) que mandou preparar um bloqueio de toda a Cisjordânia ocupada. Já ordenou o fechamento de Hebrom, onde dois soldados israelenses morreram e outros três ficaram feridos num tiroteio em um posto de controle. Segundo o exército de “Israel”, dois palestinos abriram fogo contra as tropas. Ambos foram mortos após cerca de 20 minutos de confronto.
O primeiro-ministro não se limitou a anunciar uma busca pelos responsáveis. Ameaçou destruir o bairro de onde vieram os dois palestinos e expulsar seus moradores. Citou como modelo as operações de 2025 contra campos de refugiados em Jenin e Tulkarem, no norte da Cisjordânia. Aqueles ataques deslocaram pelo menos 40 mil palestinos, segundo os dados apresentados pelo Middle East Eye.
Em Hebrom, as tropas fecharam a Mesquita Ibrahimi e retiraram seus funcionários, conforme o Ministério palestino de Assuntos Religiosos. A imprensa local relatou incursões em Dura, ao sul da cidade, com ao menos um palestino ferido e outras pessoas presas. O fechamento atingiu a circulação e a vida religiosa dos moradores antes mesmo de qualquer bloqueio geral.
Os ministros Itamar Ben Gvir e Bezalel Smotrich aproveitaram o tiroteio para exigir uma ofensiva maior. Pediram o desmantelamento da Autoridade Palestina e uma campanha militar por toda a Cisjordânia. Uma ação num posto de controle tornou-se, para o governo sionista, argumento para ampliar operações contra cidades inteiras.
As ameaças se somam às incursões militares e aos ataques de colonos que o DCO vem noticiando na Cisjordânia. Em Hebrom, soldados já isolaram áreas, invadiram localidades próximas e fecharam uma mesquita. O bloqueio preparado por Netaniahu estenderia essas medidas a milhões de palestinos.




