Daniel Vorcaro escreveu à então noiva, Martha Graeff, que as festas com mulheres estrangeiras faziam parte de seus negócios. A mensagem, datada de 18/08/2025 e encontrada em um de seus celulares, está entre os elementos examinados pela Polícia Federal, que pediu ao STF autorização para investigar suspeitas de tráfico de pessoas para exploração sexual e favorecimento da prostituição.
O pedido chegou ao presidente do Supremo, Edson Fachin, na semana passada. André Mendonça continua relator dos casos ligados ao Banco Master, mas Fachin determinou o envio dos inquéritos relacionados ao banco a seu gabinete. Os investigadores ainda precisam apurar se houve crimes, quem participou da operação suspeita e qual era a função de Vorcaro nela.
Segundo reportagens citadas pela Folha de S.Paulo, o banqueiro teria financiado uma estrutura com intermediários, recrutamento de mulheres estrangeiras e uma casa noturna em São Paulo. Os valores apontados chegariam a R$ 4,3 milhões. As festas eram montadas também em dias úteis, para receber convidados que precisavam retornar às suas cidades nos fins de semana. Uma das mensagens atribuídas a Vorcaro diz: “Fiz festa com 300 desse tipo”.
Vorcaro nega ter explorado ou desrespeitado mulheres. Sua negativa deve ser examinada diante dos registros de pagamentos, das conversas apreendidas e dos depoimentos das mulheres envolvidas. Se a suspeita de uma rede de exploração se confirmar, a apuração precisa alcançar quem recrutou, organizou, financiou e se beneficiou dela.
O dono do Master cultivou relações com figuras de diferentes campos políticos por meio de contratos, viagens e recepções, como o DCO já noticiou.





