Somada à agudizarão da crise da economia capitalista nacional, a política do governo do GDF de sustentar o parasitismo da burguesia com o dinheiro público (inadimplência do crédito, “empréstimos” e “refinanciamentos” fraudulentos, rombos bilionários do caso Master, etc.) conduz o estado do Distrito Federal à bancarrota financeira.
A exemplo dos demais bancos públicos e através da política de “enxugamento”, “reestruturação”, etc., a “nova” direção do BRB (Banco de Brasília) – velha camarilha do governo Ibaneis (Nelson Antônio de Souza, atual presidente do BRB e vários cargos de diretoria e chefia do banco estão ocupadas pelos apaniguados dele) e da atual governadora, Celina Leão, procura, nesse momento, descarregar nos ombros dos funcionalismo e da população de Brasília a conta do rombo do Banco Master, da inadimplência e dos favorecimentos ao especuladores financeiros e imobiliários, empreiteiros, etc. (na última tramóia do governo do GDF o “acordo” com os banqueiros transferiu para o Banco Master um rombo de cerca de 12 bilhões de reais).
Os trabalhadores do BRB se defrontam com uma política, levada pelo governo do DF e seus lacaios à frente do banco, que não tem limites no ataque às suas condições de vida. Além dos baixos salários, arrocho salarial, terceirização, assédio moral para bater metas, paira nas cabeças do funcionalismo a ameaça de privatização, justamente por conta das maracutaias e todo o tipo de benefícios feito aos capitalistas pela direção do banco.
Mas, infelizmente, o que se verifica, por parte das direções sindicais, é uma completa capitulação diante da tentativa de privatização e de não levar até o fim o enfrentamento como os patrões e o governo e, por conta disso tem levado à categoria à sucessivas derrotas.
Para a burocracia sindical, o último Acordo Coletivo, assinado pela direções sindicais e os patrões, “garante” por dois anos “ se ocorrer alteração no controle acionário do BRB ou outra operação que provoque sucessão de empregadores, o ACT garante emprego e remuneração global habitual. A proteção valerá até agosto de 2028 ou durante 12 meses após a conclusão da operação, prevalecendo o prazo maior” (bancariosdf 21/10/2026).
Ou seja, segundo a burocracia sindical, o trabalhador pode ficar tranquilo, se o banco vier a ser privatizado estará garantido nos próximos dois anos, mas, por resto da vida… que ele fique ao deus dará.
Para os dirigentes sindicais, a política consiste em colocar em primeiros lugar a defesa dos interesses dos banqueiros e dos capitalistas e capitulam para os patrões contra os interesses dos trabalhadores e, com essa política de não levar até o fim o enfrentamento com os patrões (no caso a tentativa de privatização) e o governo, tem levado constantemente os movimentos a derrotas.
Com essa política de derrotas, não tem outra saída para os trabalhadores do BRB que não seja a de superar esses obstáculos das atuais direções que, atualmente, impedem que as lutas dos bancários tenham consequência, ou seja, na atual conjuntura contra as privatizações.
Somente através da formação de Corrente Classista Nacional, estruturada sobre a base de um programa de independência de classe e que seja capaz de superar a política conciliadora e capitulado das atuais direções e estruture uma verdadeira campanha em defesa do BRB e de todas as empresas estatais através de um verdadeiro plano de lutas contra as privatizações.





