Milhares de estudantes e professores se manifestaram na Grécia nesta quarta-feira (21) contra a alta do custo de vida e a falta de recursos para a educação pública. Houve atos em Atenas, Tessalônica e outras cidades. Servidores convocados pela central Adedy também participaram de uma paralisação.
Nas ruas, os estudantes cobraram escolas em melhores condições, contratação de profissionais e moradia que possam pagar. Uma faixa relacionava a mobilização grega à revolta estudantil francesa: “Da Grécia à França, deem dinheiro para a educação”. Outra colocava a alternativa imposta aos jovens: “Estudar ou sobreviver”.
Uma representante estudantil da Universidade Aristóteles de Tessalônica, Katia Koubousidou, declarou à France-Presse: “Na Grécia, como na França, reivindicamos uma educação pública e gratuita”. Um estudante entrevistado pela Associated Press afirmou que o subsídio de 120 euros mensais para aluguel não cobre nem metade do custo da locação.
Os dados da Eurostat citados na cobertura dos protestos mostram que a Grécia destinou 3,3% do PIB à educação em 2023, abaixo da média de 4,7% da União Europeia. Ao mesmo tempo, os preços da moradia, dos combustíveis e de outros itens pesam sobre o orçamento de famílias trabalhadoras.
A mobilização grega se soma às manifestações de jovens em outros países europeus. A reivindicação é direta: recursos públicos para estudar e condições materiais para viver.





