O Hesbolá anunciou um programa de ajuda para famílias libanesas que perderam a moradia em consequência dos ataques de “Israel”. Segundo o chefe de seu Conselho Executivo, Ali Damoush, o auxílio poderá chegar a US$ 14 mil por família em Beirute e nos bairros ao sul da capital. Em outras regiões, o valor previsto é de US$ 12 mil. O anúncio foi feito em 13/10, enquanto prosseguem os bombardeios contra o território libanês.
O benefício é destinado a quem teve a residência principal destruída ou tornou-se incapaz de habitá-la e não dispõe de outra moradia. O Hesbolá abrirá centros para receber os pedidos e afirma que a distribuição será feita independentemente da filiação política ou religiosa das famílias. O dinheiro será pago em quatro parcelas durante um ano.
Em Beirute e nos bairros ao sul da capital, US$ 8 mil correspondem à reposição de móveis e US$ 6 mil ao aluguel. Nas outras regiões, a verba para móveis também é de US$ 8 mil, mas a parcela do aluguel cai para US$ 4 mil. A primeira prestação será de US$ 3.500 para os moradores da capital e de US$ 3 mil para os demais beneficiários.
Uma reportagem da Reuters atribuiu a fontes não identificadas a afirmação de que o Hesbolá teria recebido US$ 200 milhões do Irã para ajudar os desalojados. Washington contestou a reportagem, e Damoush não confirmou o valor nem a origem do financiamento anunciado em 13/10. Os montantes conhecidos são os do auxílio prometido a cada família, não o total de recursos disponíveis à organização.
Em 14/10, um dia após o anúncio, a artilharia israelense voltou a atingir localidades do sul do Líbano, entre elas Mansouri e áreas próximas a Baraachit. A agressão não ficou no passado e impede que muitas famílias simplesmente retornem às suas residências. A destruição de casas e a expulsão de moradores são parte da pressão militar exercida por “Israel” sobre o país.
As negociações conduzidas sob tutela norte-americana não interromperam os ataques contra as localidades libanesas. Os centros anunciados por Damoush deverão receber os pedidos das famílias sem outra casa para morar enquanto os bombardeios prosseguem.





