Milhares de pessoas foram detidas no Reino Unido por manifestar apoio à Palestina desde a proibição da Ação Palestina, em julho de 2025. Cartazes com a frase “Eu me oponho ao genocídio, eu apoio a Ação Palestina” passaram a servir de base para acusações previstas na legislação antiterrorismo. Enquanto isso, componentes britânicos continuam chegando ao estoque internacional de peças usado pelos aviões F-35 de “Israel”.
A proibição da organização segue em disputa. Em fevereiro, a Alta Corte a considerou ilegal e desproporcional; o Tribunal de Apelação restabeleceu a medida em junho, e a Suprema Corte permitiu um novo recurso. A discussão judicial não impediu a polícia de continuar prendendo manifestantes. O DCO registrou mais de 3.500 detenções e 1.579 denúncias relacionadas à campanha de apoio à Ação Palestina.
A perseguição alcançou também ativistas que agiram contra instalações da Elbit Systems, fabricante de armamentos ligada a “Israel”. Quatro participantes de uma ação na unidade de Filton foram condenados por danos materiais. Depois do veredicto, a Justiça agravou suas penas por uma suposta relação com “terrorismo”, embora o júri não tivesse julgado uma acusação formal desse crime.
Em setembro de 2024, o governo britânico anunciou a suspensão de aproximadamente 30 licenças de exportação de armas. O fornecimento de peças ao estoque global dos F-35 ficou fora da medida. O artigo de David Miller fornecido para esta matéria registra ainda a continuidade de licenças para componentes de aviões de treinamento.
As prisões têm um alvo político definido. Os manifestantes denunciam o fornecimento de armamentos e tentam interromper atividades de uma fabricante que atende “Israel”. O governo britânico processa esses opositores sob leis de “terrorismo”, ao mesmo tempo que preserva uma rota pela qual peças britânicas seguem disponíveis à aviação militar israelense.




