Militantes do Partido da Causa Operária (PCO) de todas as regiões do Brasil estarão reunidos neste domingo (11), em São Paulo, para realizar uma Conferência Nacional de balanço das eleições de 2026. Está confirmada a participação de delegações de todo o País. A reunião discutirá os resultados do primeiro turno, o crescimento partidário durante a campanha e decidirá a posição do PCO para o segundo turno presidencial e nos estados.
A preparação da Conferência mobilizou as organizações do Partido em diferentes cidades e localidades. Os militantes realizaram reuniões para discutir a atividade e eleger os delegados que representarão suas organizações no encontro nacional. Assim, os participantes não foram simplesmente indicados pela direção: receberam de seus companheiros a responsabilidade de participar das discussões e decisões que orientarão a atividade partidária.
A presença de representantes de todas as regiões permitirá fazer um balanço nacional da campanha a partir do trabalho realizado pelos próprios militantes. Serão examinados os resultados eleitorais, as dificuldades enfrentadas pelas candidaturas e os avanços na organização do PCO, incluindo sua expansão para novas localidades, o recrutamento de militantes e o desenvolvimento das organizações já existentes.
O Partido disputou a Presidência da República com Rui Costa Pimenta e Antônio Carlos Silva, além de apresentar candidaturas aos governos estaduais, ao Senado e aos legislativos. Durante a campanha, procurou levar seu programa revolucionário aos trabalhadores, por meio da distribuição de materiais, reuniões, atos públicos e outras atividades de propaganda política. A avaliação desse trabalho será uma das tarefas da Conferência.
Para o PCO, os votos recebidos são apenas um dos aspectos do balanço eleitoral. A questão fundamental é saber em que medida a campanha contribuiu para ampliar sua organização entre os trabalhadores. O Partido não considera as eleições um fim em si mesmas, mas uma oportunidade para apresentar suas reivindicações, recrutar militantes e desenvolver uma atividade política que continue depois da votação.
A decisão mais imediata será a posição diante do segundo turno presidencial entre Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro, além das disputas estaduais ainda em andamento. O PCO não antecipou uma orientação de voto porque considera necessário examinar os resultados do primeiro turno e discutir coletivamente a situação política. Questionado durante a campanha, Rui Costa Pimenta explicou que não poderia tomar uma decisão em nome de toda a organização antes dessa discussão.
O procedimento corresponde ao centralismo democrático, método de organização dos partidos comunistas revolucionários adotado pelo PCO. Os militantes têm o direito de discutir as propostas, apresentar divergências e defender suas posições. A decisão cabe à maioria dos delegados, e a resolução aprovada deve ser aplicada de maneira unificada por todo o Partido. Não é o presidente, um candidato ou um pequeno grupo de dirigentes que determina individualmente a política nacional.
A realização de conferências para decidir questões dessa importância é uma prática regular do PCO. Em 2022, os delegados aprovaram o apoio a Lula no segundo turno contra Jair Bolsonaro. Nas eleições municipais de 2024, a 37ª Conferência Nacional decidiu pelo voto nulo. Em fevereiro deste ano, a 38ª Conferência aprovou as pré-candidaturas do Partido para as eleições gerais. As decisões variaram conforme a situação política, mas foram tomadas pelo mesmo método de discussão e deliberação coletiva.
A Conferência deste domingo reunirá, portanto, representantes escolhidos pelas organizações partidárias de todo o território nacional para discutir tanto a eleição que terminou quanto a disputa que continua. Além da orientação para o segundo turno, os delegados deverão estabelecer as tarefas de organização e mobilização para o próximo período, que serão levadas às diferentes regiões e executadas pelo conjunto da militância.




