A Federação Norueguesa de Futebol apresentou denúncias aos órgãos de fiscalização da Fifa contra o presidente da entidade, Gianni Infantino. Os pedidos apontam possíveis violações das normas sobre abuso de posição, conflito de interesses e neutralidade política.
Um dos episódios envolve a criação da Fifa Forward Enterprise, empresa projetada para concentrar ativos comerciais da federação internacional e receber investimentos privados. A Thrive Capital, comandada por Joshua Kushner, irmão de Jared Kushner, genro de Donald Trump, aparecia como possível principal investidora. A proposta enfrentou resistência dentro do futebol europeu e acabou abandonada.
A federação norueguesa também questiona a suspensão da punição aplicada ao atacante norte-americano Folarin Balogun durante a Copa do Mundo. O jogador havia recebido cartão vermelho, mas a punição foi suspensa depois de Trump telefonar para Infantino.
O terceiro caso citado é a criação e entrega de um chamado “Prêmio da Paz” da Fifa ao presidente dos Estados Unidos.
Lise Klaveness, presidente da federação norueguesa, afirmou que os acontecimentos precisam ser examinados para saber se houve “abuso de poder”, “abuso de posição” ou conflito de interesses. Outra representação apresentada pela entidade cobra informações sobre fiscalização financeira, administração e processo de tomada de decisões dentro da Fifa.
Infantino preside a organização desde 2016 e pretende disputar novo mandato em março de 2027. Sua gestão acumulou vínculos cada vez mais explícitos com governos e grandes grupos empresariais, enquanto as principais decisões econômicas do futebol mundial permanecem concentradas na cúpula da entidade.


