Forças ucranianas realizaram entre sábado (19) e domingo (20) a maior ofensiva aérea já registrada contra Moscou, de acordo com as autoridades russas. A ação ocorreu no último dia das eleições parlamentares e atingiu residências, armazéns e uma refinaria. Três pessoas foram assassinadas e outras 20 ficaram feridas nos arredores da cidade.
Segundo o prefeito Serguei Sobianin, as defesas russas interceptaram mais de 1.600 veículos aéreos não tripulados desde sábado. Desse total, 450 foram abatidos quando se aproximavam de Moscou. O Ministério da Defesa informou inicialmente a destruição de 1.110 veículos aéreos não tripulados (VANTs) durante a noite. Em um balanço de 24 horas, a pasta elevou o número para 1.951 e acrescentou oito mísseis de cruzeiro Flamingo. Os levantamentos abrangem períodos e áreas de defesa diferentes.
Uma instalação da refinaria de Moscou, localizada em Capotnia, foi danificada. Imagens feitas durante a madrugada mostraram um incêndio e uma grande coluna de fumaça na área industrial. A usina processou 11,6 milhões de toneladas de petróleo em 2024 e abastece uma parcela importante do consumo de combustíveis da cidade.
Em Sofino, um VAMT atingiu um edifício de três andares, assassinou uma mulher de 44 anos e danificou seis apartamentos. Outro impacto destruiu e incendiou a casa de um idoso no distrito de Orechovo-Zuievo. Uma terceira vítima morreu posteriormente no hospital.
No distrito de Ramenskoie, moradores precisaram abandonar um prédio de 21 andares depois que a cobertura pegou fogo. Foram retiradas 400 pessoas, entre elas 70 crianças. Também houve danos em residências de Cotelniki, Colomna, Iegorievsk, Liubertsi, Litcarino, Istra e Voscressensk. Entre os feridos havia crianças.
Os aeroportos de Vnucovo, Domodiedovo, Xeremetievo e Jucovski suspenderam temporariamente pousos e decolagens. Parte dos voos foi cancelada, atrasada ou desviada para outras cidades.
A ofensiva coincidiu com o encerramento da eleição para a Duma Estatal. Sobianin denunciou o governo ucraniano por escolher a data para tentar interromper a votação:
“O ataque sem precedentes foi claramente planejado com o objetivo de interromper as eleições. O inimigo não conseguiu.”
Olga Kirillova, presidente da Comissão Eleitoral de Moscou, afirmou que a ação pode ter provocado o resultado contrário ao pretendido e levado mais eleitores às urnas. Durante os três dias de votação, os sistemas eletrônicos usados no pleito também foram alvo de ataques pela Internet.
O ditador ucraniano, Volodimir Zelensqui, confirmou os ataques de longo alcance e comemorou os danos provocados na refinaria e em instalações logísticas. O governo de Quieve, portanto, assumiu a autoria da agressão.
A tentativa de interferir nas eleições, os impactos sobre residências e as mortes de civis caracterizam uma ação de terrorismo de Estado. O regime ucraniano dispõe de dinheiro, armas, treinamento e informações militares fornecidos pelos Estados Unidos e pelas potências europeias. Sem essa sustentação, não teria condições de manter uma campanha de ataques a longa distância contra o território russo.
Os governos imperialistas chamam de “terrorismo” a luta dos palestinos, libaneses e iemenitas contra ocupações, invasões, bloqueios e massacres. Quando Quieve envia milhares de VANTs contra uma cidade, assassina moradores e tenta perturbar uma eleição, esses mesmos governos apresentam o atentado como parte normal da guerra.
A diferença é clara. A resistência árabe combate o imperialismo e a ocupação sionista. A Ucrânia promove o terror a serviço das potências que financiam a guerra contra a Rússia. São também essas potências que mantêm o Estado terrorista de “Israel”, acobertam o massacre dos palestinos e lamentam cada derrota imposta aos sionistas pela resistência.
Após o bombardeio, o Ministério da Defesa russo anunciou a ampliação das operações contra instalações militares ucranianas:
“As Forças Armadas da Federação Russa continuarão e intensificarão os ataques com armas de precisão contra instalações militares em Quieve.”





