A candidata do Partido da Causa Operária (PCO) ao governo de São Paulo, Izadora Dias, realizou atividades de campanha em Santo André, no ABC Paulista, e em Bauru, no interior. Em relato ao Diário Causa Operária, ela contou como foi recebida pelos trabalhadores nas duas cidades.
Em Santo André, Izadora percorreu o calçadão do centro com outros candidatos do Partido. Havia barracas de diversas campanhas no local, mas a população não demonstrava muito interesse. Lenito Silva, a formiga comunista do PCO, por outro lado, foi reconhecida por muitas pessoas e despertou principalmente a curiosidade das crianças.
“Junto a outros candidatos do PCO, estive no calçadão, no centro da cidade. O clima já era mais de eleições: havia várias barracas de outros candidatos, mas a população não parecia muito animada. O que chamou bastante a atenção das pessoas, principalmente das crianças, foi a nossa formiga comunista. Praticamente todos a reconheciam”, relatou Izadora.
Em Bauru, a atividade ocorreu na feira de domingo, no centro. Quando Izadora se apresentava como candidata ao governo, muitos trabalhadores reagiam com surpresa, tanto por sua idade quanto por desconhecerem outras candidaturas além das de Tarcísio e Haddad.
“Sempre que me apresentava como candidata ao governo, a primeira reação era de surpresa, seja por eu ser jovem, seja porque muitas pessoas não sabem que existem outras candidaturas ao governo além de Tarcísio e Haddad. Eu logo explicava que os partidos pequenos e mais pobres não conseguem espaço para apresentar amplamente suas propostas e que, no caso do PCO, somos intencionalmente boicotados pela burguesia”, afirmou.
Segundo Izadora, quase não havia campanha eleitoral nas ruas de Bauru. Na feira, o PCO era o único partido realizando atividade.
“Em Bauru, havia poucos indícios de que estamos em período eleitoral. Não havia outros candidatos na feira além do PCO e, nas ruas, também não parecia que estávamos em época de eleições”, explicou.
Durante uma das conversas, uma vendedora ambulante disse que as pessoas estavam confusas e não sabiam se votariam em Lula ou Bolsonaro. Para Izadora, essa dúvida mostra que parte da população não vê diferenças marcantes entre os dois governos e tampouco acredita que a votação possa melhorar sua vida.
“Penso que, se a população tem essa dúvida, é porque percebe que não há uma diferença marcante entre os dois governos e não espera nada de bom de nenhum dos dois. Também não espera nada das eleições. Praticamente todos concordavam quando eu dizia que as eleições não mudam nada e que os trabalhadores precisam se mobilizar para conseguirmos alguma mudança para melhor”, declarou.





