Joseph Aoun, presidente do Líbano, afirmou à agência AFP que busca um acordo de segurança com “Israel” para encerrar as hostilidades entre os dois países. Na mesma entrevista, defendeu o monopólio estatal das armas e pediu apoio dos Estados Unidos, da Europa e dos países árabes ao Exército libanês. Opera Mundi, 16/09/2026.
“O objetivo não é o confronto”, declarou. Aoun disse que pretende ampliar a autoridade do Estado sem provocar conflitos internos. A proposta de concentrar o armamento no governo pressiona a resistência, incluindo o Hesbolá, a abrir mão de seus meios de defesa.
O presidente recorre, assim, ao auxílio das potências imperialistas para fortalecer as forças estatais enquanto exige que os demais grupos entreguem suas armas. Essa orientação enfraquece a capacidade de resistência independente do governo. Também permite que os fornecedores de dinheiro e equipamento militar usem essa dependência para interferir nas decisões libanesas.
Aoun quer ainda uma força internacional que substitua a Força Interina das Nações Unidas no Líbano (UNIFIL) após o fim do mandato. Afirma que a nova missão deve apoiar o Exército e respeitar a soberania do país. Estava prevista para quinta-feira (17), em Paris, uma reunião com Emmanuel Macron e o rei Abdullah II para preparar uma conferência de apoio às forças libanesas.





