O Hamas pediu nesta terça-feira (15) uma investigação internacional sobre os depoimentos apresentados pelo documentário Naza, exibido no Festival Internacional de Cinema de Veneza.
O filme reúne relatos de 24 integrantes e oficiais da inteligência militar de “Israel” que trabalharam em sistemas de vigilância e seleção de alvos na Faixa de Gaza.
Entre as revelações está o emprego da expressão “Naza” para registrar quantos civis poderiam ser mortos em determinado bombardeio.
Os depoimentos ganham importância justamente porque partem de pessoas que trabalharam dentro da estrutura militar responsável pela preparação dos ataques.
“A importância desses testemunhos está no fato de procederem de pessoas que fizeram parte da estrutura militar e de segurança de ‘Israel’ e participaram dos sistemas de vigilância e seleção de alvos”, afirmou o Hamas.
O movimento pediu que o material seja incorporado às investigações sobre crimes de guerra, genocídio e limpeza étnica contra a população palestina.
“Esses testemunhos são uma razão adicional para realizar uma investigação internacional independente e séria e incorporá-los aos processos sobre crimes de guerra e limpeza étnica contra civis na Faixa de Gaza”, declarou.
Naza foi exibido no Festival de Veneza e recebeu uma ovação de pé de aproximadamente 25 minutos.
O Hamas também cobrou medidas para proteger a população palestina e levar os responsáveis pelos crimes a julgamento.
Mais de 73.700 palestinos foram mortos na Faixa de Gaza desde 7 de outubro de 2023, segundo os números citados pela fonte.





