O governo iraniano realizou novos contatos com autoridades da Coreia do Sul e do Paquistão diante das tentativas de ampliar a participação de outros países na guerra.
O chanceler iraniano Abbas Araghchi conversou por telefone com seu homólogo sul-coreano, Cho Hyun, após notícias de que Seul analisava a possibilidade de enviar meios militares para a região do Estreito de Ormuz.
Os governos concordaram em manter comunicação direta. Teerã, porém, advertiu que qualquer participação militar sul-coreana nas operações promovidas pelo imperialismo seria considerada envolvimento na agressão contra o Irã.
A imprensa da Coreia do Sul informou que estavam em estudo alternativas como o envio de aviões de patrulha marítima, navios de apoio e unidades especializadas.
A possibilidade provocou oposição dentro do próprio país.
Ao mesmo tempo, autoridades iranianas mantiveram conversas com o Paquistão, país que possui relações estreitas com a Arábia Saudita, mas também divide uma extensa fronteira com o Irã.
O chefe das Forças Armadas paquistanesas, marechal Asim Munir, realizou quatro viagens a Teerã desde abril.
Islamabade procura manter relações com os dois lados enquanto os combates envolvendo a Arábia Saudita e o Ansar Alá aumentam a pressão para que o Paquistão assuma uma posição mais direta.
A movimentação iraniana procura reduzir as possibilidades de que governos asiáticos forneçam novas forças, navios ou aviões para as operações militares contra o país.




