O Ministério das Relações Exteriores do governo de Saná declarou nesta quarta-feira (9) que os ataques sauditas contra o Iêmen não mudarão a posição do país em defesa da Palestina.
A chancelaria afirmou que a ofensiva de Riad beneficia “Israel” e procura punir o Iêmen por sua participação na luta contra o massacre dos palestinos.
O governo de Saná pediu ainda que o regime saudita abandone sua subordinação aos Estados Unidos e aos sionistas.
A declaração foi divulgada durante uma nova escalada da guerra. Nesta quarta-feira, 43 ataques aéreos atingiram Marib, al-Jauf, Taiz e Hodeida.
As Forças Armadas iemenitas afirmaram que a Arábia Saudita realizou 121 ataques contra diferentes províncias em três dias.
Um deles atingiu a prisão central de al-Hazm, em al-Jauf. Autoridades iemenitas informaram que presos, mulheres e crianças que visitavam a unidade morreram.
Saná respondeu atacando instalações da Aramco e posições militares em Abha, Najran, Jizan e Khamis Muxait com mísseis e aviões não tripulados.
O Ministério da Energia saudita confirmou incêndios e a interrupção temporária das atividades em instalações localizadas no sul do país.
As forças iemenitas também repeliram uma ofensiva de tropas apoiadas pela Arábia Saudita em al-Iatama, destruindo veículos militares e blindados.
O Iêmen mantém ainda restrições contra embarcações que entram ou deixam portos sauditas, política definida pelas forças do país como “aeroporto por aeroporto e bloqueio por bloqueio”.





