A Prefeitura do Rio de Janeiro anunciou que pretende ampliar a atuação da Força Municipal para 22 regiões da cidade até dezembro. Santa Cruz, na zona oeste, passará a receber o patrulhamento no próximo domingo.
A unidade será a 14ª região ocupada pela Guarda armada desde o início da operação, em março.
A prefeitura pretende concentrar os agentes em calçadões, estações, centros comerciais e outros pontos de grande circulação, principalmente nos horários de entrada e saída dos trabalhadores.
O secretário municipal de Segurança Urbana, Brenno Carnevale, afirmou que os guardas realizarão abordagens diante de condutas classificadas como suspeitas, mencionando motos em calçadas, circulação na contramão e placas adulteradas.
Cavaliere anunciou também o treinamento de mais 330 agentes. A meta é chegar a mil integrantes na Força Municipal.
Em quase seis meses, o grupamento realizou 13.300 abordagens e 1.215 prisões. Também cumpriu 31 mandados e recuperou ou apreendeu centenas de celulares e motocicletas.
A prefeitura utiliza a redução de roubos e furtos em algumas áreas para justificar a expansão. O resultado, porém, é colocar outra força armada nas ruas de uma cidade que já convive com Polícia Militar, Polícia Civil, forças federais e sucessivas operações repressivas.
O policiamento baseado em “comportamento suspeito” amplia a liberdade dos agentes para decidir quem será parado, revistado ou conduzido. Nos bairros operários, esse tipo de poder costuma recair principalmente sobre os trabalhadores e jovens pobres.
A defesa da população contra o crime não exige mais uma corporação armada. É necessário dissolver a Polícia Militar e garantir à população o direito de organizar sua própria defesa.
A legalização de todas as drogas também é indispensável. A proibição criou um mercado clandestino bilionário, fortaleceu grupos armados e serve há décadas como justificativa para incursões policiais em favelas e bairros populares.




