O PCO é um partido programático. O posicionamento do partido não muda de acordo com os ventos das crises da política nacional. Ao contrário da maior parte da esquerda e da imprensa, o PCO, até mesmo antes do bolsonarismo, sempre teve uma posição crítica ao STF. O PCO foi o principal crítico do processo do mensalão, da famosa frase de Rosa Weber: “Não tenho provas, mas a literatura me autoriza”. Quando os ataques do STF se voltaram contra o bolsonarismo, tudo se inverteu: a esquerda passou a apoiar Alexandre de Moraes e processos como o das fake news e contra o 8 de Janeiro. Mas a posição do PCO se manteve de acordo com o seu programa.
Nós somos contra o ativismo judicial e as intervenções abusivas do Judiciário no processo político, notadamente no processo eleitoral. O PCO foi incluído no processo das fake news e teve suas contas do YouTube bloqueadas porque defende o fim do STF do modo como ele é. Mas defende isso através de uma reforma. O PCO defende uma mudança em todo o sistema judiciário. Por exemplo, o PCO defende a eleição de juízes. E o PCO é contra a ideia de uma instituição com os poderes que foram dados ao STF.
Em relação ao processo do Banco Master, não há nenhuma novidade também para o PCO. Os bancos são os principais vampiros da nossa economia e da nossa riqueza. Praticamente metade ou mais do orçamento do governo federal vai para os bancos. É como se meia dúzia de instituições, sozinhas, consumissem metade de toda a riqueza produzida com o suor de um povo de mais de 200 milhões de pessoas. O sistema em si já é perverso. Para manter este sistema, é preciso ter controle do sistema político, das eleições, do Judiciário etc. E aí entram os mais diversos acordos. Neste cenário, Vorcaro é um pequeno vampiro, que foi desvelado, que veio à tona certamente por interesses mais profundos do que aqueles que se apresentam na imprensa.





