Os professores da rede estadual de Sergipe aprovaram greve por tempo indeterminado a partir do dia 8 de setembro.
A categoria exige que o governo de Fábio Mitidieri cumpra a decisão que determinou a retomada dos escalonamentos do plano de carreira retirados em 2011.
O Supremo Tribunal Federal considerou inconstitucional a lei estadual que interrompeu os percentuais correspondentes aos diferentes níveis de formação dos docentes.
Apesar da decisão, o governo não apresentou uma solução para recompor a carreira.
Segundo o Sindicato dos Trabalhadores em Educação Básica de Sergipe (Sintese), Mitidieri chegou a pedir ao STF autorização para não cumprir imediatamente a determinação.
O governo alega dificuldades financeiras.
Os professores contestam a justificativa e apontam que há margem fiscal para atender à reivindicação. O sindicato também afirma que a legislação eleitoral não impede o cumprimento da decisão.
A retirada dos escalonamentos causou uma perda enorme aos docentes ao longo de 14 anos.
A categoria já havia realizado greve anteriormente e encerrado a paralisação diante da promessa de negociação. Como o governo não resolveu o problema, os trabalhadores decidiram voltar à luta.
A greve começará com manifestação diante do Palácio de Despachos, em Aracaju. Outras atividades também estão previstas.
A situação demonstra, mais uma vez, que direitos não são preservados por promessas de governo.
Quando chega a hora de economizar, os governos atacam salários e carreiras dos servidores. Os trabalhadores precisam recorrer à greve para impedir que a conta seja sempre colocada sobre suas costas.





