Eleições 2026

‘Senado só serve à grande burguesia’, diz candidato do PCO no Ceará

Em entrevista ao O Povo, Lino Alves defendeu fim do Senado e da polícia, salário mínimo de R$7.500,00, jornada de 35 horas e eleição dos ministros do STF

Lino Alves, candidato do Partido da Causa Operária (PCO) ao Senado pelo Ceará, defendeu a extinção da própria Casa para a qual concorre. Em entrevista publicada pelo jornal O Povo no último dia 28, o engenheiro apresentou algumas das principais propostas de sua campanha.

Aos 70 anos, Lino é natural de Exu, em Pernambuco, e milita politicamente desde 1980. Integra a chapa encabeçada por Ieri Braga, candidato do PCO ao governo cearense. Já concorreu a vice-governador do Ceará em 2018, vereador de Juazeiro do Norte em 2020, deputado federal em 2022 e prefeito do município em 2024.

Questionado sobre a proposta de acabar com o Senado, Lino afirmou que a instituição serve aos grandes capitalistas e latifundiários e funciona como uma barreira adicional contra medidas de interesse dos trabalhadores.

“A primeira coisa, acabar com o Senado, pois este só serve a grande burguesia, aos grandes empresários e aos grandes latifundiários, jamais aos trabalhadores. Quando um projeto bom é aprovado na Câmara, este vai ao Senado e volta todo modificado, fazendo com que aquela lei não sirva nunca ao trabalhador. Agora se for para o agro, aí tá tudo certo”.

Na entrevista, o candidato também defendeu salário mínimo de R$7.500,00 e redução da jornada para 35 horas semanais. Para a aposentadoria, propôs 25 anos de trabalho para as mulheres e 30 para os homens.

Outro ponto abordado foi o fim da polícia. Lino afirmou que a Polícia Militar cumpre fundamentalmente uma função repressiva contra a população e citou casos ocorridos no próprio Ceará.

“A PM serve unicamente para bater em trabalhadores e defender a burguesia, principalmente quando tem greves”.

Entre os episódios mencionados pelo candidato estão a chacina do Curió e outras mortes provocadas por policiais no Estado. Lino citou ainda o caso de um homem morto enquanto dormia em um prédio em Choró, outro baleado quando procurava seu cavalo e o episódio do assalto a banco em Milagres.

“São tantos que perdemos as contas”, declarou.

No lugar das atuais forças policiais, Lino defendeu a criação de comitês de autodefesa organizados pela população.

O candidato também criticou o encarceramento da população pobre. Para ele, a prisão é aplicada de maneira profundamente desigual, enquanto pessoas com dinheiro e influência recebem outro tratamento.

“A grande maioria dos presos estão lá por crimes comuns e não por morte. Crimes que são tipificados como perigosos, quando na verdade não são. Outra coisa, só quem vai preso é pobre, o cara bem de vida não vai preso nem quando mata alguém. Quem pede cadeia para qualquer coisa não sabe o que é uma cadeia. O trabalhador precisa de educação, saúde, salário justo, e muito emprego mesmo”.

A crítica foi estendida ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Para o candidato, as eleições não deveriam ficar sob o controle de uma casta judicial, mas de um organismo formado pela população organizada.

“Em vez de existir o TSE, que seja igual à Venezuela, que tenha uma organização composta por trabalhadores, para que não tenha a gerência de um juiz, mas da comunidade organizada”.

Lino falou ainda sobre a proibição de despejos contra trabalhadores que vivem de aluguel e o fim da perseguição às torcidas organizadas de futebol.

A própria defesa da extinção do Senado chama atenção por partir de um candidato à instituição. Lino não apresenta sua candidatura como uma defesa do funcionamento atual do Congresso, mas como um meio de levar à campanha eleitoral reivindicações que entram em choque com as instituições políticas existentes.

Gostou do artigo? Faça uma doação!

Rolar para cima

Apoie um jornal vermelho, revolucionário e independente

Em tempos em que a burguesia tenta apagar as linhas que separam a direita da esquerda, os golpistas dos lutadores contra o golpe; em tempos em que a burguesia tenta substituir o vermelho pelo verde e amarelo nas ruas e infiltrar verdadeiros inimigos do povo dentro do movimento popular, o Diário Causa Operária se coloca na linha de frente do enfrentamento contra tudo isso. 

Diferentemente de outros portais , mesmo os progressistas, você não verá anúncios de empresas aqui. Não temos financiamento ou qualquer patrocínio dos grandes capitalistas. Isso porque entre nós e eles existe uma incompatibilidade absoluta — são os nossos inimigos. 

Estamos comprometidos incondicionalmente com a defesa dos interesses dos trabalhadores, do povo pobre e oprimido. Somos um jornal classista, aberto e gratuito, e queremos continuar assim. Se já houve um momento para contribuir com o DCO, este momento é agora. ; Qualquer contribuição, grande ou pequena, faz tremenda diferença. Apoie o DCO com doações a partir de R$ 20,00 . Obrigado.

Apoie um jornal vermelho, revolucionário e independente

Em tempos em que a burguesia tenta apagar as linhas que separam a direita da esquerda, os golpistas dos lutadores contra o golpe; em tempos em que a burguesia tenta substituir o vermelho pelo verde e amarelo nas ruas e infiltrar verdadeiros inimigos do povo dentro do movimento popular, o Diário Causa Operária se coloca na linha de frente do enfrentamento contra tudo isso. 

Diferentemente de outros portais , mesmo os progressistas, você não verá anúncios de empresas aqui. Não temos financiamento ou qualquer patrocínio dos grandes capitalistas. Isso porque entre nós e eles existe uma incompatibilidade absoluta — são os nossos inimigos. 

Estamos comprometidos incondicionalmente com a defesa dos interesses dos trabalhadores, do povo pobre e oprimido. Somos um jornal classista, aberto e gratuito, e queremos continuar assim. Se já houve um momento para contribuir com o DCO, este momento é agora. ; Qualquer contribuição, grande ou pequena, faz tremenda diferença. Apoie o DCO com doações a partir de R$ 20,00 . Obrigado.

Quero saber mais antes de contribuir

 

Apoie um jornal vermelho, revolucionário e independente

Em tempos em que a burguesia tenta apagar as linhas que separam a direita da esquerda, os golpistas dos lutadores contra o golpe; em tempos em que a burguesia tenta substituir o vermelho pelo verde e amarelo nas ruas e infiltrar verdadeiros inimigos do povo dentro do movimento popular, o Diário Causa Operária se coloca na linha de frente do enfrentamento contra tudo isso. 

Se já houve um momento para contribuir com o DCO, este momento é agora. ; Qualquer contribuição, grande ou pequena, faz tremenda diferença. Apoie o DCO com doações a partir de R$ 20,00 . Obrigado.