O Partido da Causa Operária (PCO) lançou Maria Bona como candidata ao governo da Bahia nas eleições de 2026. Encerrados os registros das candidaturas, ela aparece como a única mulher entre os seis nomes que concorrerão ao cargo em outubro.
Segundo o Bahia Econômica, a candidatura também representa o retorno de uma mulher à disputa pelo governo estadual depois de oito anos. Em 2018, Célia Sacramento havia sido a última candidata mulher ao governo da Bahia.
Maria Bona terá Zé Ricardo como candidato a vice-governador. A chapa do PCO disputará uma eleição dominada por partidos que possuem milhões de reais, grandes estruturas eleitorais e espaço privilegiado na imprensa capitalista.
Entre os principais candidatos estão o atual governador Jerônimo Rodrigues, do PT, que busca a reeleição, e ACM Neto, do União Brasil, ex-prefeito de Salvador. Ao todo, seis candidaturas foram apresentadas para o governo estadual.
O fato de Maria Bona ser a única mulher na disputa chama atenção justamente porque os grandes partidos passam o ano inteiro proclamando sua defesa da chamada representação feminina. Quando chega o momento de escolher quem controlará suas principais candidaturas, porém, esse discurso desaparece.
O PCO não apresenta Maria Bona como candidata simplesmente porque ela é mulher. Sua candidatura faz parte da política nacional do Partido de aproveitar as eleições para defender um programa independente dos trabalhadores e combater a subordinação aos partidos da burguesia.
É essa diferença que separa a candidatura do PCO da política puramente eleitoral dos grandes partidos. Maria Bona não entra na disputa para apresentar uma nova versão da mesma administração estatal. A campanha será utilizada para defender as reivindicações dos trabalhadores e denunciar os interesses dos grandes capitalistas na Bahia.
As próprias condições da disputa revelam o caráter antidemocrático das eleições. Enquanto os partidos tradicionais controlam enormes recursos financeiros e recebem atenção permanente dos grandes órgãos de imprensa, partidos como o PCO enfrentam restrições financeiras e políticas que procuram impedir que seu programa chegue à população.
A presença de Maria Bona na eleição baiana servirá, portanto, para apresentar uma alternativa política operária diante das candidaturas ligadas aos grandes capitalistas e utilizar o período eleitoral como instrumento de propaganda e organização dos trabalhadores.





