Pelo menos 584 sionistas invadiram nesta quinta-feira (13) o complexo da Mesquita de Al-Aqsa, em Jerusalém Oriental ocupada, sob proteção da polícia israelense.
O número refere-se apenas às incursões realizadas durante a manhã.
Um funcionário do Departamento de Fundações Islâmicas de Jerusalém informou que novos grupos ainda deveriam entrar no complexo depois das orações do meio-dia.
Os invasores entraram pela Porta dos Marroquinos, no muro ocidental de Al-Aqsa.
Testemunhas relataram orações, danças e rituais talmúdicos dentro do complexo, contrariando as regras que durante décadas limitaram esse tipo de atividade no local.
O Estado sionista passou unilateralmente a permitir a entrada desses grupos em 2003. Desde então, as incursões tornaram-se frequentes e cresceram em número de participantes.
A polícia israelense não apenas permite as ações como escolta os grupos durante sua permanência no local.
Al-Aqsa é o terceiro local mais sagrado para os muçulmanos e possui enorme importância para os palestinos.
Jerusalém Oriental está sob ocupação israelense desde 1967. Em 1980, Israel declarou unilateralmente a anexação de toda Jerusalém, medida que nunca obteve reconhecimento internacional.
A invasão desta quinta-feira não ocorreu apesar da presença policial. Ocorreu graças a ela: centenas de sionistas puderam entrar no complexo e realizar seus rituais porque estavam protegidos pelas forças do Estado ocupante.





