Rui Costa Pimenta, presidente nacional do Partido da Causa Operária (PCO) e candidato à Presidência da República, publicou uma série de mensagens nas redes sociais denunciando como falsas as acusações divulgadas pela imprensa a partir de informações da Polícia Filial. Sob o título “A Polícia Federal mente”, ele respondeu às alegações sobre os gastos do Partido com empresas prestadoras de serviços, o suposto favorecimento de parentes e amigos e a inclusão de seu filho no inquérito.
A operação foi realizada na terça-feira (11), três dias depois do lançamento da candidatura presidencial de Pimenta. A Polícia Filial invadiu sua residência pela manhã e também realizou buscas em um endereço utilizado pelo Partido. O inquérito trata de cerca de R$ 1,8 milhão gastos com serviços gráficos ao longo de vários anos e diferentes eleições.
Pimenta começou denunciando a reportagem publicada pelo sítio Metrópoles sobre o caso. Segundo ele, o texto foi abastecido pela própria Polícia Filial com informações destinadas a produzir uma aparência de irregularidade onde ela não existe.
“A matéria do sítio Metrópoles sobre a invasão da minha casa e de um local do Partido, plantada pela Polícia Federal (FBI-Mossad), contém mentiras e insinuações venenosas que é preciso esclarecer. A matéria fala em empresas sem condições de prestar o serviço pago. Ocorre que todo o serviço foi realizado e apresentamos no inquérito as provas disso. Além do mais, temos centenas de testemunhas, incluindo os próprios candidatos do Partido, que receberam o material.”
O presidente do PCO destacou que a própria Polícia Filial possui as provas da realização dos serviços. “A PF-Mossad sabe disso e mesmo assim armou uma campanha caluniosa contra nós”, afirmou.
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Ele também denunciou a tentativa de apresentar as despesas como um grande investimento concentrado em poucas contratações. O valor divulgado pela imprensa, afirmou, reúne gastos de quatro eleições consecutivas.
“Não há nenhum investimento milionário. Acumularam gastos de quatro eleições seguidas para criar uma falsa impressão.”
Para Pimenta, a divulgação dessas acusações faz parte de uma campanha política contra o PCO no início do período eleitoral.
“A PF-Mossad e o Ministério Público-Mossad são entidades persecutórias e completamente políticas. Estão fazendo uma campanha política contra o PCO para tentar indispor o Partido e eu mesmo com a população. Mas todo mundo já conhece estas artimanhas ditatoriais. Lula passou por isso, Bolsonaro está passando por isso.”
“É como temos dito: é preciso liquidar estas estruturas políticas que alguns cínicos chamam de Estado democrático de direito”, acrescentou.
Em outra publicação, Pimenta respondeu à afirmação divulgada pela imprensa de que teria distribuído recursos partidários a parentes e amigos. “É falso”, escreveu.
O presidente do PCO esclareceu, em primeiro lugar, que não decide pessoalmente a destinação desses recursos.
“Primeiro, não fui eu que distribuí os recursos. Foram votados na direção partidária de acordo com as diretrizes de congressos e conferências partidárias.”
Entre os responsáveis pelas empresas que receberam recursos, afirmou Pimenta, apenas um possui relação de parentesco com ele: seu genro, marido de sua filha falecida. Ele já era militante do Partido e participava das atividades do PCO nessa condição.
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“Entre as empresas que receberam recursos havia apenas um parente meu, meu genro, marido da minha falecida filha, que sempre foi militante do Partido e estava lá nessa qualidade e não como parente”, escreveu.
Pimenta negou também que se tratasse de empresas pertencentes a seus “amigos”.
“As tais empresas não são de amigos, são de militantes do PCO. Elas são empresas pequenas que funcionam como uma espécie de cooperativas e prestam serviço ao Partido durante todo o ano, não só nas eleições. Essas empresas não visam o lucro, mas facilitar o trabalho partidário.”
“Além disso, o trabalho todo foi prestado e comprovado”, completou.
Na terceira publicação, Pimenta denunciou a inclusão de seu filho, João Jorge Caproni Costa Pimenta, no inquérito, apesar de ele não ter recebido recursos nem participar de qualquer uma das empresas investigadas.
“Meu filho, João Jorge, foi incluído no inquérito. No entanto, ele não recebeu dinheiro algum e não faz parte de nenhuma empresa.”
Segundo Pimenta, João Jorge aparece no caso por ter sido fiador do aluguel do escritório do advogado do Partido, Juliano Lopes. O outro motivo seria uma associação feita com a Fundação João Jorge Costa Pimenta.
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“Ele seria dono da Fundação João Jorge Costa Pimenta, que leva o nome do meu avô, um pioneiro do movimento operário brasileiro, fundação que há muito tempo não recebe um único centavo.”
O próprio nome usado pela investigação, porém, não corresponde ao de seu filho. “O nome do meu filho é João Jorge Caproni Costa Pimenta e não João Jorge Costa Pimenta”, destacou.
Diante disso, Pimenta encerrou a série com uma pergunta: “o inquérito poderia ser uma farsa maior?”





