A imprensa golpista abriu uma campanha de mentiras e calúnias contra o Partido da Causa Operária. A famigerada Operação Causa Própria, deflagrada pela Polícia Filial na manhã de terça-feira (11), 3 dias depois do lançamento público da candidatura presidencial, forneceu o pretexto. Em menos de 48 horas, o conteúdo do inquérito já circulava nas colunas dos grandes jornais como se as acusações estivessem provadas.
O caso mais escandaloso é a coluna de Bernardo Mello Franco, em O Globo. O título afirma que “verba pública abastece negócios da família”. Não há condicional nem suspeita: o colunista dá como provado aquilo que a Polícia Federal apenas começou a apurar. Uma busca e apreensão é um ato de investigação, mas o colunista transforma isso numa acusação de enriquecimento ilícito com dinheiro público sem apresentar prova alguma. A mesma coluna atribui ao dirigente do Partido a defesa do “fuzilamento de rivais” sem reproduzir uma palavra do que teria sido dito, enquanto transcreve na íntegra um comentário sobre um quadro de Trótski quebrado pelos agentes para ridicularizá-lo. É assim que a Globo fabrica suas calúnias.
As duas reportagens do UOL fornecem o material da operação. A cifra de R$ 1,47 milhão atribuída à gráfica do genro do presidente do Partido soma dois pagamentos separados por uma mudança de razão social e de quadro societário: R$ 550 mil em 2022 e R$ 925,7 mil em 2024, já sob outro nome e com outra sócia. A soma é feita pelo próprio jornal. Nenhuma das matérias apresenta qualquer indício de que os serviços não tenham sido prestados. A suspeita de “incompatibilidade entre a estrutura das empresas e os valores recebidos” é da Polícia Filial, controlada pela CIA, o FBI e o Mossad, e foi reproduzida sem contestação, sem checagem e sem que os repórteres verificassem o que as gráficas produziram.
O próprio UOL registra que nenhuma prestação de contas do Partido dos últimos 4 anos foi julgada. As análises da área técnica do TSE são etapas preliminares de processos ainda não concluídos, mas aparecem nas matérias como se fossem decisões. A segunda reportagem lista 12 filiados que prestaram serviços ao Partido em 2024, com valores de R$ 7 mil, R$ 30 mil e R$ 35 mil. Não existe na legislação eleitoral qualquer dispositivo que obrigue um partido a contratar empresas sem vínculo partidário. A matéria procura transformar o próprio vínculo partidário em indício de crime. E os R$ 2,69 milhões gastos numa campanha municipal em todo o País ficam abaixo do que um único deputado dos grandes partidos gasta para se eleger.
O mecanismo é conhecido. A polícia fabrica uma acusação, a imprensa a apresenta como fato e a condenação pública vem antes de qualquer julgamento. Foi assim no Mensalão e na Lava Jato contra o PT, com vazamentos seletivos, operações marcadas para o horário dos telejornais e acusações repetidas diariamente como verdades estabelecidas. As mensagens divulgadas pela Vaza Jato mostraram a coordenação entre procuradores e juiz, e os jornais que participaram daquela campanha jamais revisaram uma linha do que publicaram. Porque eram parte fundamental do esquema de perseguição política.
Convém lembrar quem acusa. O Globo apoiou o golpe de 1964 para que seu proprietário conseguisse uma concessão pública de rádio e TV que o enriquecesse. A fortuna da família Marinho cresceu sob a ditadura, inclusive por meio do acordo com o grupo Time-Life, considerado inconstitucional e tolerado pelo regime. Em 1982, a emissora participou do esquema Proconsult, montado para alterar a apuração dos votos na eleição de Leonel Brizola no Rio de Janeiro. Em 1989, o Jornal Nacional exibiu uma edição do último debate entre Lula e Collor montada para favorecer o candidato da burguesia. A Folha, controladora do UOL, emprestou veículos de sua frota à Operação Bandeirante, aparelho de tortura da ditadura. Os dois grupos apoiaram o golpe de 2016 e celebraram a prisão de Lula, utilizando-se das mesmas manchetes e matérias sensacionalistas e mentirosas que agora publicam contra o PCO.
A disposição contra os trabalhadores é a mesma. Os ferroviários da CPTM paralisaram as linhas depois de uma sequência de falhas graves nos trechos entregues à iniciativa privada, num semestre em que as ocorrências nos trens e metrôs paulistas cresceram 27%. O Globo dedicou seu editorial da semana passada não às empresas que degradaram o serviço, mas ao ataque à greve. São órgãos de propaganda da burguesia, sustentados para defender seus interesses, e é dessa posição que agora posam de fiscais da moralidade pública.
Estão mais sujos do que pau de galinheiro, pois são órgãos inteiramente prostituídos para a burguesia e o capital estrangeiro. Atuam contra os trabalhadores, contra os pobres e contra o País. Mentem e enganam o povo para perpetuar o sistema de escravidão da maioria da população. Caluniam os que não se dobram às pressões dos capitalistas para limpar o terreno para a exploração dos especuladores financeiros, os sanguessugas que vivem do roubo das riquezas do povo, deixando-o na mais completa penúria.
São esses os que caluniam o PCO.
A campanha se intensifica no início do período eleitoral, justamente quando o PCO lança sua candidatura presidencial. É a mesma imprensa que excluiu o Partido das pesquisas, omitiu sua candidatura durante meses e agora transforma uma investigação fraudulenta recém-aberta em condenação. Foi assim contra o PT no Mensalão e na Lava Jato: primeiro vêm as acusações policiais, depois a imprensa canalha e vendida trata a mentira como verdade e decreta a culpa.
Para seu desespero, não irão calar o PCO. Nem a ditadura militar conseguiu. Não será uma quadrilha travestida de jornalismo, representante de um regime carcomido, que irá alcançar esse resultado.





