As Forças Armadas do Iêmen realizaram ataques contra posições militares ligadas à Arábia Saudita em Mocha e Marib, ampliando a resposta às movimentações de tropas sustentadas por Riad dentro do território iemenita.
Mocha, na costa do mar Vermelho, possui importância estratégica por sua proximidade com o estreito de Bab el-Mandeb, uma das principais rotas marítimas do mundo. A região está sob controle de forças adversárias ao governo de Saná e apoiadas pelos inimigos do Ansar Alá.
Marib também permanece como um dos principais centros das forças armadas apoiadas pela Arábia Saudita. Novas concentrações militares nessa região foram apontadas por Saná como preparação para operações contra as posições do movimento iemenita.
A reação ocorre depois de uma nova série de agressões sauditas. A Arábia Saudita voltou a utilizar diretamente sua força militar contra o Iêmen e, simultaneamente, trabalha para financiar, armar e reorganizar unidades que atuam em território iemenita.
Riad já exerce esse papel há mais de uma década. Desde sua intervenção militar de 2015, a monarquia saudita bombardeou o país e financiou diferentes grupos e estruturas militares locais para combater o Ansar Alá.
A situação atual, porém, é muito diferente daquela encontrada pelos sauditas no início da guerra. As forças de Saná desenvolveram capacidade de lançar mísseis e drones a longas distâncias e passaram a atingir diretamente instalações, portos, tropas e outros alvos relacionados à agressão.
Os ataques em Mocha e Marib são parte dessa resposta. Em vez de permanecer sob os bombardeios sem capacidade de reação, a resistência iemenita passou a atingir as forças mobilizadas contra o país antes que uma nova ofensiva possa avançar.




