Os banqueiros vêm desenvolvendo uma grande ofensiva contra os bancários.
O arrocho salarial, o aumento desenfreado na carga de trabalho, as demissões ocorridas e as que vêm sistematicamente ocorrendo e as jogadas com as terceirizações colocam em evidência as dimensões dessa ofensiva. Não se trata de uma ofensiva de caráter episódico, mas sim da ação de um plano de desvalorização da força de trabalho dos trabalhadores.
Este violentíssimo ataque contra os bancários tende, portanto, a se intensificar, provocando uma queda ainda mais profunda no salário e nas condições de vida da categoria.
Nesta coluna, noticiamos o atual processo que se desenvolve em relação às negociações com os banqueiros relativas à Campanha Salarial da categoria bancária e, sistematicamente, as informações dadas neste Diário dão conta do total desprezo dos banqueiros em relação às pautas de reivindicações dos bancários.
Mais uma vez, e já se foram seis rodadas de negociações, a Fenaban (Federação Nacional dos Bancos), nessa terça-feira (04), fez duras críticas às cláusulas econômicas pleiteadas pelos bancários (que já são ultrarrebaixadas em relação às reais perdas salariais) e, como dissemos, tratou o tema com total desprezo, jogando a negociação somente para o próximo dia 13 de agosto.
Os bancários sempre demonstraram, nas suas campanhas salariais, uma enorme disposição de luta, que se manifesta nas mobilizações, greves etc. Apesar disso, estas manifestações têm terminado em sucessivas derrotas para os bancários.
A burocracia sindical, que dirige os maiores e mais importantes sindicatos e a Confederação Nacional, tem enorme responsabilidade por essas derrotas e tem boicotado sistematicamente todo o processo de mobilização e luta da categoria. Evita ao máximo a agitação e a discussão da Campanha Salarial na categoria; dificulta ao máximo a realização das assembleias presenciais e a formação de comitês de luta, como forma de restringir a participação de bancários de base.
Neste ano, para que os bancários possam ter uma Campanha Salarial vitoriosa, rompendo com o imobilismo das direções, é fundamental que exijam e organizem, nas suas entidades de luta, um amplo trabalho de agitação, com a formação de comitês de luta por local de trabalho e, nesse sentido, deem um passo à frente na luta contra a ofensiva reacionária dos patrões.





