Centenas de pessoas reuniram-se nesta terça-feira (4) na Praça dos Mártires, em Beirute, para marcar os seis anos da explosão no porto da capital libanesa. Familiares, sobreviventes e organizações populares marcharam até o local da tragédia com fotografias dos mortos.
A explosão ocorreu em 4 de agosto de 2020, quando aproximadamente 2.750 toneladas de nitrato de amônio armazenadas no porto detonaram. Ao menos 218 pessoas morreram, mais de seis mil ficaram feridas e cerca de 300 mil perderam suas casas.
Durante o ato, os nomes e as fotografias das vítimas foram projetados em um telão. Às 18h08, horário exato da explosão, os participantes fizeram um minuto de silêncio.
Paul e Trace Nagger, pais de Alexandra, morta aos três anos, voltaram a participar da manifestação. O casal tornou-se uma das referências da luta pela responsabilização dos dirigentes que conheciam os riscos do material armazenado.
Seis anos depois, nenhum alto funcionário do porto foi punido. A investigação conduzida pelo juiz Tarek Bitar permanece bloqueada por recursos, pressões políticas e manobras destinadas a impedir os depoimentos de antigos ministros e integrantes do aparelho estatal.





