As Forças Armadas do Iêmen afirmaram que oito petroleiros ligados à Arábia Saudita foram obrigados a abandonar a passagem pelo estreito de Bab Al-Mandeb. Os navios seguiram pelo cabo da Boa Esperança, contornando a África.
Segundo os iemenitas, a alteração das rotas é o primeiro resultado concreto do bloqueio marítimo anunciado contra a monarquia saudita.
O dirigente Ali Al-Ali resumiu a mudança afirmando que o Iêmen, antes submetido ao cerco, agora bloqueia a Arábia Saudita. A operação foi organizada segundo a fórmula “bloqueio por bloqueio”, como resposta ao fechamento dos portos e aeroportos iemenitas imposto por Riad.
A Arábia Saudita depende da rota do mar Vermelho para parte importante de suas exportações de petróleo. O controle iemenita sobre Bab Al-Mandeb transformou essa saída em uma área de risco para as embarcações da monarquia.
Desde 2015, a coalizão saudita utilizou seu poder naval e aéreo para impedir o abastecimento do Iêmen. O cerco contribuiu para a fome, a destruição do sistema de saúde e a morte de milhares de civis.
O desvio pelo cabo da Boa Esperança aumenta o tempo de viagem, o consumo de combustível e o custo do transporte do petróleo saudita.




