O pré-candidato do Partido da Causa Operária (PCO) ao governo de Pernambuco, Victor Assis, publicou um vídeo nas redes oficiais do Partido no qual denunciou as posições de Jones Manoel sobre a luta do povo palestino. “Nós não nos solidarizamos com Jones Manoel”, afirmou Assis, criticando o influenciador por reproduzir a propaganda do sionismo contra o Movimento de Resistência Islâmica (Hamas).
Segundo o dirigente do PCO, a questão não é uma divergência secundária com Jones Manoel, mas sua posição diante daqueles que combatem diretamente o Estado de “Israel”. Assis afirmou que não há motivo para prestar solidariedade a quem difunde contra o Hamas as mesmas acusações utilizadas pelo sionismo para atacar a resistência palestina.
“Eu sou Victor Assis, pré-candidato ao governo de Pernambuco pelo Partido da Causa Operária, e gostaria de dizer que nós não nos solidarizamos com Jones Manoel, porque nós não nos solidarizamos com os sionistas, com os defensores dos monstros do Estado de ‘Israel’ que assassinam crianças e praticam genocídio. É o que Jones Manoel faz”, declarou.
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Ao lado da direita contra o Hamas
Assis destacou uma participação recente de Jones Manoel em um podcast ao lado de Eduardo Moura, apresentado pelo dirigente do PCO como um representante da extrema direita pernambucana. Durante o programa, Jones atacou o Hamas, organização que está na linha de frente da luta contra a ocupação sionista na Faixa de Gaza.
“Recentemente, em um podcast, ele se juntou a Eduardo Moura, um representante da extrema-direita local, para atacar o partido revolucionário da Palestina, o Hamas, que é o grupo cujos homens e mulheres dão o seu sangue para defender a libertação de seu povo”, afirmou.
Victor Assis denunciou particularmente duas afirmações feitas por Jones: a de que o Estado de “Israel” teria participado da criação do Hamas e a de que combatentes palestinos teriam cometido estupros durante a Operação Dilúvio de al-Aqsa.
Para o pré-candidato do PCO, trata-se da repetição de uma campanha construída pelo próprio Estado sionista e pelos Estados Unidos para desmoralizar os combatentes palestinos e justificar o massacre da população de Gaza.
“Jones Manoel inventou calúnias grotescas, como a de que, por exemplo, o Estado de ‘Israel’ teria ajudado na criação do Hamas. Ele inventou também que haveria eventuais estupros que foram cometidos pelos combatentes da resistência palestina. A que serve isso tudo? Para que mentir sobre a história do Hamas, para que difundir boatos fabricados pelo próprio Estado de ‘Israel’, pelos Estados Unidos e que são difundidos por figuras como Joe Biden e Benjamin Netaniahu?”, questionou.
A posição denunciada por Assis é conhecida na esquerda pequeno-burguesa: declarar apoio abstrato à Palestina e, ao mesmo tempo, atacar as organizações que efetivamente enfrentam militarmente o sionismo. Em vez de apoiar a luta concreta travada pelo povo palestino, esses setores procuram escolher quais dirigentes, partidos e métodos de luta seriam aceitáveis – para o imperialismo, claro, pois é a ele que essa esquerda responde.
É justamente esse o sentido da crítica feita pelo pré-candidato do PCO. Para Assis, Jones Manoel precisa atacar o Hamas porque procura uma justificativa política para não apoiar aqueles que hoje enfrentam o Estado de “Israel” de armas na mão, e, assim, agradar os seus amos imperialistas.
“É porque o Jones Manoel está doido para achar uma desculpa para não defender a resistência palestina. Ele quer defender uma Palestina que não existe, que é a Palestina sem Hamas, que é uma resistência palestina em que não tenha um partido muçulmano, aguerrido, combativo”, afirmou.
O problema, portanto, não é saber se o Hamas corresponde às preferências ideológicas de Jones Manoel ou de setores da esquerda universitária brasileira. O Hamas é uma organização palestina, formada dentro da própria luta contra a ocupação, com amplo apoio popular e um papel central no enfrentamento ao Estado sionista. Exigir que a resistência palestina se adapte às exigências políticas da esquerda ocidental significa, na prática, abandonar a luta real em favor de uma Palestina imaginária.
Assis encerrou o vídeo afirmando exatamente isso:
“Ele quer defender a Palestina dos sonhos dele, ou seja, ele não quer defender Palestina nenhuma. Ele quer defender a mesma coisa que os seus amiguinhos da universidade, a mesma coisa que seus partidários, os Estados Unidos, as ONGs imperialistas, todos os inimigos do povo brasileiro.”





