O Na Zona do Agrião retorna à programação da Causa Operária TV (COTV) na próxima segunda-feira, 3 de agosto, às 12h. A atração esportiva volta ao ar depois da série de edições especiais transmitidas durante a Copa do Mundo de 2026.
Durante o Mundial, o programa era exibido à noite, logo após os jogos da Seleção Brasileira. Desta vez, a transmissão será realizada ao meio-dia, em novo horário dentro da grade da COTV.
Voltado principalmente ao futebol, o Na Zona do Agrião discute os acontecimentos esportivos a partir dos interesses políticos e econômicos envolvidos. Em vez de repetir os ataques da imprensa tradicional contra jogadores e técnicos, a atração denuncia a atuação dos grandes monopólios de comunicação contra o futebol brasileiro.
O que os outros programas não dizem
O Na Zona do Agrião tornou-se conhecido por sustentar posições rejeitadas pela imprensa esportiva. Uma das principais é a denúncia do VAR como instrumento usado para interferir nos resultados das partidas, sob o comando de uma FIFA controlada por grandes empresas e potências imperialistas.
A atração também defende Neymar da campanha promovida por jornalistas e setores da esquerda. A posição política do jogador não serve de justificativa para apagar seus números, sua carreira e sua importância para a Seleção.
Outro alvo recorrente é a promoção artificial de Messi como jogador “progressista”. Enquanto parte da esquerda exalta o argentino, essa mesma esquerda acompanha a imprensa burguesa nos ataques a Pelé, Neymar e ao futebol brasileiro.
Nas transmissões da Copa, Juca Simonard, Henrique Áreas, Pedro Burlamaqui e Henrique Simonard formaram a bancada responsável por analisar os jogos da Seleção e as principais polêmicas do torneio.
A crise fabricada desde a estreia
O programa reestreou em 13 de junho, depois do empate por 1 a 1 entre Brasil e Marrocos. A imprensa tratou o resultado como prova de uma suposta decadência da Seleção. O Na Zona do Agrião lembrou que campanhas vitoriosas em Copas anteriores também começaram com empates e atuações abaixo do esperado.
A edição mostrou ainda as arbitrariedades cometidas pelos Estados Unidos contra participantes do Mundial. Atletas iraquianos foram retidos, um árbitro somaliano foi impedido de entrar no país e a delegação do Irã precisou ficar hospedada no México, submetida a constantes viagens para disputar suas partidas.
Também foi denunciada a decisão da FIFA de proibir uma camisa da seleção haitiana em homenagem à Revolução Haitiana. A entidade, que transforma cada espaço do torneio em propaganda empresarial, censurou uma referência à principal revolução de escravos vitoriosa da história.
A transmissão terminou com uma homenagem a Brito, zagueiro da Seleção campeã mundial em 1970, morto poucos dias antes.
Nem a goleada escapou dos ataques
No dia 19 de junho, depois da vitória brasileira por 3 a 0 sobre o Haiti, o debate partiu da tese apresentada pelo Dossiê Causa Operária: “A imprensa é a maior inimiga da Seleção”.
Mesmo diante de uma goleada, jornalistas procuraram diminuir o resultado e criar novos motivos para atacar o time. O método é sempre semelhante: o empate vira tragédia, a derrota confirma uma suposta decadência e a vitória nunca é considerada suficiente.
A bancada defendeu Vinícius Jr. e Raphinha dos ataques recebidos durante a competição. Também respondeu às declarações de Lula contra Neymar, contrapondo a demagogia do presidente aos números alcançados pelo jogador com a camisa da Seleção.
A edição criticou ainda os setores da esquerda que apresentam Messi como referência política e futebolística, enquanto tratam Pelé como uma figura menor. A operação procura rebaixar o maior jogador da história para promover um produto construído pela propaganda capitalista.
VAR entra em campo contra o Brasil
A terceira edição especial foi transmitida em 24 de junho, após a vitória por 3 a 0 sobre a Escócia. O resultado garantiu ao Brasil a primeira colocação do Grupo C, mas nem assim a arbitragem deixou de prejudicar a Seleção.
Um gol de Vinícius Jr. foi anulado pelo VAR. O episódio foi apresentado como mais um caso de interferência contra o Brasil, em contraste com as facilidades oferecidas à Argentina ao longo do torneio.
O programa também rebateu a tese de que o futebol brasileiro teria ficado para trás. Até aquela edição da Copa, o Brasil era a única seleção presente em todas as quartas de final desde 1990, sequência que nenhum dos países apresentados pela imprensa como exemplos de superioridade conseguiu repetir.
A transmissão abordou ainda a perda do monopólio da Globo com o crescimento da CazéTV e destacou a presença das torcidas organizadas brasileiras, que levaram samba e bandeiras para as arquibancadas nos Estados Unidos.
Futebol sem censura
O rótulo de programa mais polêmico da imprensa esportiva não decorre de provocações vazias. O Na Zona do Agrião incomoda porque denuncia o VAR, enfrenta a campanha contra Neymar, rejeita a propaganda em torno de Messi e mostra a política imperialista existente dentro da FIFA.
Enquanto os grandes veículos transformam cada partida em pretexto para atacar a Seleção, a atração parte dos fatos para identificar quem se beneficia da desmoralização do futebol nacional. A polêmica não é apenas um teatro em que comentaristas fingem discordar apaixonadamente uns dos outros. A polêmica é justamente com esses farsantes da imprensa burguesa e os seus patrões, os grandes capitalistas que controlam o esporte.
O Na Zona do Agrião será transmitido na próxima segunda-feira, 3 de agosto, às 12h, pela Causa Operária TV.




