Rui na TV 247

Rui Pimenta: ‘burguesia quer um candidato sem independência política’

Presidente do PCO analisou as tarifas de Trump, a guerra contra o Irã, as privatizações e a disputa eleitoral de 2026

A burguesia procura um candidato à Presidência da República que possa controlar inteiramente. A avaliação foi feita por Rui Costa Pimenta, presidente nacional do Partido da Causa Operária (PCO) e pré-candidato à Presidência, durante sua entrevista semanal à TV 247, nesta sexta-feira.

Pimenta analisou a campanha para retirar Flávio Bolsonaro da eleição, a tentativa de lançar uma terceira via, o deslocamento do governo Lula para a direita e as dificuldades eleitorais do PT. Para ele, a burguesia não confia totalmente nem em Lula nem no bolsonarismo, apesar das medidas direitistas aplicadas pelos dois setores.

“O PT talvez esteja no momento mais à direita de sua trajetória. Agora, o problema não é simplesmente esse. Não basta ser palatável, é preciso que a burguesia tenha confiança em você. Lula faz ajuste fiscal, faz concessão da Rodovia Régis Bittencourt, uma política que ela aprova. Mas vamos supor que algum acontecimento político dê a ele a possibilidade de se livrar desse enquadramento. Ele pode fazer coisas que a burguesia não quer, porque não é uma pessoa totalmente submissa. Ele não é Fernando Henrique Cardoso”, afirmou.

O mesmo problema, segundo Pimenta, existe em relação a Jair Bolsonaro. Seu governo realizou privatizações e adotou uma política econômica favorável aos grandes capitalistas, mas o ex-presidente possui uma base eleitoral própria e pode tomar decisões que contrariem os setores que procuram controlá-lo.

“A política da burguesia é ter pessoas sem independência política, para não ter surpresas nem problemas. A pessoa pode dizer que fará tudo o que ela quer, mas chega uma hora em que pode deixar de fazer. Nem Lula nem Bolsonaro são os candidatos que a burguesia gostaria de ter. É por isso que existe o problema da terceira via. Senão, ela escolheria Lula ou Bolsonaro e pronto”, explicou.

Tarifas não resolverão crise norte-americana

Pimenta considerou previsível a elevação das tarifas de importação anunciada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. A medida não se restringe ao Brasil, mas faz parte de uma tentativa geral de proteger as empresas norte-americanas da concorrência estrangeira.

Para o dirigente do PCO, as tarifas podem restringir determinadas importações, mas não conseguirão resolver os problemas econômicos dos Estados Unidos.

“Não acho que seja uma política viável para o imperialismo. Seria viável para o Brasil, em determinada medida, mas não para o imperialismo. Trump pode impor as tarifas, elas podem funcionar e tudo mais. O que eu não acho é que isso vá resolver o problema econômico dos Estados Unidos. A questão é muito mais abrangente do que o problema que ele está atacando”, disse.

A chamada globalização, afirmou, foi uma reorganização da economia mundial conduzida pelo capital imperialista. Sua realização exigiu a destruição de grande parte da indústria dos países atrasados, entre eles o Brasil.

“Esse processo foi uma racionalização da economia mundial levada adiante pelo capital imperialista. Ele está baseado numa destruição muito grande das forças produtivas. Sem o que aconteceu em vários países, inclusive no Brasil, com a destruição da indústria local, isso não seria viável”, declarou.

Os Estados imperialistas subordinam suas políticas à lucratividade dos grandes monopólios, mesmo quando isso prejudica a população de seus próprios países. Pimenta apontou o aumento da miséria nos Estados Unidos como uma das consequências dessa política.

“Os Estados dos países imperialistas servem ao imperialismo contra os interesses da população. É uma política contra a sociedade em todo lugar. O que importa é a lucratividade do capital. As sociedades dos países imperialistas sofreram muito. Os Estados Unidos têm uma multidão de miseráveis. É a herança da chamada globalização”, afirmou.

Guerra alimenta indústria imperialista

Os gastos dos Estados Unidos na guerra contra o Irã também foram analisados pelo dirigente. A máquina militar norte-americana sustenta uma das frações mais poderosas do capital imperialista, a indústria de guerra.

O aumento das despesas militares, porém, contradiz a política inicialmente apresentada por Trump, que prometia retirar recursos das guerras externas e direcioná-los a outras áreas.

“A máquina de guerra alimenta um dos setores fundamentais do capital imperialista, que é a indústria de guerra. É uma indústria muito poderosa. Agora, não sei se o que Trump está fazendo obedece às necessidades desse setor industrial, porque a política dele era tirar dinheiro dessa área e mandar para outras coisas. Em certo sentido, esse gasto com o Irã é um fracasso da política dele”, disse Pimenta.

O presidente do PCO também comentou informações de que o arsenal norte-americano estaria sendo rapidamente consumido pelo conflito. Segundo ele, ainda é difícil prever se a guerra será prolongada indefinidamente.

Avibras deveria ser estatal

Ao tratar da retomada das atividades da Avibras, fabricante brasileira de equipamentos militares, Pimenta defendeu que a empresa seja encampada pelo Estado. A companhia voltou a funcionar por meio de uma combinação de capital privado, participação estatal e encomendas públicas.

“Eu sou favorável à retomada. Acho que o Estado deveria encampar a empresa. Ela está voltando com uma mistura de capital privado, capital estatal e encomendas estatais, mas pelo menos não morreu. Acho que esse tipo de empresa teria de ser estatal, mesmo no capitalismo”, declarou.

Pimenta defendeu investimentos públicos em pesquisa tecnológica e na produção industrial brasileira, em vez da compra de armamentos estrangeiros. Para ele, a importação de armas fortalece Forças Armadas subordinadas aos Estados Unidos, sem contribuir para a independência nacional.

“Eu daria importância à pesquisa tecnológica e à produção industrial nacional, não à compra de armas. Não adianta comprar armas para um Exército que não é nacional. O Exército brasileiro está totalmente atrelado ao imperialismo. Ele não vai se meter em nenhuma iniciativa libertária ou nacionalista, só vai servir ao imperialismo. A pesquisa contribui para o desenvolvimento do País. A pesquisa e a indústria nacional, principalmente nesse setor, teriam de ser estatais”, explicou.

A resistência do governo de Volodimir Zelensqui na Ucrânia, acrescentou, depende inteiramente do dinheiro, das armas e da assistência técnica fornecidos pelo imperialismo.

“A Ucrânia tem um apoio muito grande do imperialismo. Sem isso, já teria entrado em completo desmoronamento e não teria condições de resistir aos russos. Eles recebem muito dinheiro, armas e ajuda técnica. Devem também estar irrigando o regime político ucraniano com bastante dinheiro para mantê-lo funcionando, porque, sem isso, o governo Zelensqui cairia”, disse.

Venezuela corre perigo

Sobre a América Latina, Pimenta criticou a posição defensiva assumida pelo governo da Venezuela diante das pressões dos Estados Unidos. A continuidade das concessões ao imperialismo, advertiu, ameaça a própria sobrevivência do chavismo.

“Temos os acontecimentos na Venezuela. O governo venezuelano está completamente na defensiva, acovardado diante do imperialismo. Precisamos acompanhar esse processo porque, dependendo do nível de concessões que fizerem, não haverá apenas uma mudança de regime dentro do chavismo. O chavismo será derrubado se continuar assim”, afirmou.

Pimenta também declarou considerar fraudulentas as eleições realizadas no Peru e na Colômbia. O presidente colombiano, Gustavo Petro, tem o direito de contestar o resultado, ao contrário do que afirma a campanha que procura apresentar qualquer questionamento eleitoral como um ataque inadmissível às instituições.

“O candidato tem o direito de contestar uma eleição. No Brasil, criou-se um dogma religioso. Vejo gente do PT dizendo que, quando alguém fala das urnas, está desacreditando as instituições. A política envolve desacreditar as instituições. Agora é obrigatório defender todas as instituições? As instituições brasileiras são uma porcaria, um verdadeiro lixo. Sou obrigado a dizer que tudo é maravilhoso, que todas as eleições foram limpas desde o Império, que ninguém dá golpe de Estado e que o Judiciário é incorruptível? Isso é a terra da fantasia”, declarou.

Pimenta lembrou que o PCO foi incluído no inquérito das chamadas notícias falsas por defender a extinção do Supremo Tribunal Federal, uma posição histórica do partido.

Debates excluem candidatos do PCO

Questionado sobre sua participação nos debates presidenciais, Pimenta afirmou que isso depende dos convites feitos pelas emissoras. O PCO nunca foi chamado para um debate presidencial, apesar de seus candidatos estarem oficialmente registrados.

“Nós nunca fomos chamados para nenhum debate para presidente. Isso é absurdo, porque o eleitor teria de conhecer todos os candidatos”, afirmou.

A participação de Lula nos debates de 2026, segundo ele, precisa ser decidida com cuidado. Como presidente e único candidato de esquerda entre vários representantes da direita, Lula será o principal alvo dos ataques. Sua ausência, no entanto, também pode ser explorada pelos adversários.

“O debate é meio que uma armadilha. Ele seria o único candidato de esquerda, é o presidente e, portanto, é a pessoa que mais tem telhado de vidro. Mas não ir também produz um efeito negativo, dá a impressão de que está com medo de debater. É uma coisa que tem de ser pesada cuidadosamente. Eu não tomaria uma decisão agora”, disse.

Campanha procura retirar Flávio Bolsonaro

Para Pimenta, os ataques concentrados contra Flávio Bolsonaro fazem parte de uma operação destinada a obrigá-lo a desistir da disputa presidencial. A retirada abriria espaço para um candidato mais confiável para os grandes capitalistas.

“Estamos num momento culminante da campanha. Eles querem que Flávio Bolsonaro desista. Aparece uma coisa, aparece outra, dá a impressão de que o cidadão roubou todo mundo no Brasil. Isso é ilusionismo. Eu não considero a família Bolsonaro recomendável, mas não principalmente pelo problema da corrupção. O grande problema do bolsonarismo é a ideologia”, disse.

A concentração da campanha nas acusações de corrupção despolitiza o combate ao bolsonarismo e não convence seus eleitores.

“O pessoal acompanha a burguesia e começa a dizer que Flávio roubou dinheiro aqui, ali e acolá. Isso é muito despolitizado. Também não acho que o eleitorado bolsonarista leve essas acusações a sério. Há ainda uma desmoralização das próprias acusações de corrupção”, afirmou.

O governador de Goiás, Ronaldo Caiado, aparece como o principal nome da terceira via neste momento. Pimenta ressaltou, porém, que a operação depende da transferência dos votos controlados pela família Bolsonaro.

“Se ele substituir Flávio Bolsonaro, será um adversário mais poderoso. O problema é justamente como fazer essa substituição. Caiado é um homem de confiança da burguesia. Toda a burguesia se unificaria em torno dele. Lula ficaria numa situação muito difícil. Agora, a burguesia já fez isso várias vezes e perdeu. Ninguém garante o resultado”, disse.

Tarcísio, o candidato obediente

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, possui a mesma política do bolsonarismo, mas não dispõe de uma força eleitoral própria. Essa dependência o transforma, segundo Pimenta, num político especialmente conveniente para a burguesia.

“Tarcísio é menos independente. Não é um político carismático. Flávio Bolsonaro também não é; quem adquiriu carisma diante da direita foi Jair Bolsonaro. A política é a mesma. Mas, se a burguesia conseguir eleger Tarcísio, ele será um menino bem obediente à política da burguesia. Fará todas as privatizações”, declarou.

Dirigentes como Getúlio Vargas e Juan Domingo Perón, explicou, contavam com apoio político próprio e não podiam ser inteiramente controlados. Tarcísio depende da força econômica e política que sustenta sua carreira.

Pimenta também comentou o incêndio ocorrido no metrô de São Paulo poucos dias depois de uma privatização. Segundo ele, a entrega dos serviços públicos aos capitalistas busca garantir ganhos extraordinários, normalmente obtidos por meio da redução de despesas e do sucateamento.

“Privatização é um negócio escuso. Isso deve ser dado como certo. O incêndio poderia não acontecer, mas, se você investigar cuidadosamente todas as privatizações, encontrará um negócio sujo. Sempre há alguma coisa, porque o capitalista investe para obter um ganho extraordinário. Se fosse um ganho normal, não investiria. Possivelmente economizaram no lugar errado. A empresa começa a sucatear o serviço e os problemas aparecem”, afirmou.

A força eleitoral de Tarcísio em São Paulo decorre do apoio dos principais setores capitalistas do estado, que possuem ampla influência sobre os jornais, a publicidade, os partidos e numerosas instituições.

“A burguesia tem uma enorme ramificação dentro da sociedade. Não se trata de uma dúzia de capitalistas reunidos numa sala, tramando contra o mundo. Ela tem clientes, fornecedores, compra jornalistas, publicitários e políticos. É uma força poderosa, apoiada no dinheiro, e é muito dinheiro”, explicou.

Eleição fria favorece aparelhos partidários

Pimenta avaliou que as eleições de 2026 se encaminham para uma disputa entre o bolsonarismo e os candidatos da frente ampla. O quadro é desfavorável aos trabalhadores, pois não existem candidaturas populares com força nos principais estados.

No Ceará, a aliança de Ciro Gomes com o bolsonarismo terminou de desmentir sua apresentação como um político progressista ou nacionalista.

“Ciro tentou se apresentar como progressista e nacionalista. Era uma farsa total. A eleição no Ceará terá mais um caráter de disputa entre oligarquias regionais. Não vejo uma eleição ideológica entre PT e Bolsonaro, mas uma disputa entre dois setores da oligarquia”, afirmou.

Pimenta também recusou a apresentação de Juliana Brizola, no Rio Grande do Sul, como representante de uma esquerda popular. Para ele, esse tipo de candidatura não significa progresso político para os trabalhadores.

O próximo Congresso deverá ser ainda mais direitista, com crescimento do bolsonarismo. O PT terá dificuldades para ampliar suas bancadas porque a eleição não está sendo impulsionada por uma mobilização popular.

“O PT se transformou no partido que é porque teve um grande apoio popular no passado. O País estava em ebulição, e isso impulsionava o PT e diminuía a força do aparelho político da burguesia. Esta eleição é a típica eleição fria, baseada no aparelho e no dinheiro. Nesse terreno, o PT é um partido menos favorecido. O fato de estar no governo pode ajudar um pouco nas eleições proporcionais, mas não acho que terá um efeito muito grande”, disse.

A margem de manobra de um eventual quarto governo Lula será menor do que a atual. As alianças com partidos da direita procuram impedir que o presidente fique ainda mais isolado no Congresso.

Governo Lula destruiu entusiasmo

O bolsonarismo continua crescendo porque canaliza a insatisfação com o governo e o sentimento contrário ao PT. A disposição de parte do eleitorado para votar em Lula não representa entusiasmo com seu governo.

“O Bolsonaro captura e canaliza um sentimento contrário ao PT muito grande. O PT não tem uma boa imagem diante da população. As pessoas votarão nele por uma série de razões, mas não há entusiasmo. Não se pode dizer que o povo quer o PT e quer Lula. Na eleição passada ainda havia um pouco disso, mas acho que o próprio PT destruiu esse entusiasmo com o mandato de Lula”, afirmou.

Pimenta citou o relato de um militante do PCO que vendia jornais no centro de São Paulo. Um homem se aproximou e disse que votaria contra o PT porque não suportava mais o governo.

“Esse cidadão não é um bolsonarista no sentido tradicional. Transformou-se em bolsonarista por repúdio ao PT. Sempre houve muita campanha contra o partido, mas o governo também não fez nada de importante do ponto de vista da população. Lula ganhará votos de setores diretamente beneficiados por alguma medida, mas, de um ponto de vista geral, não existe a impressão de um grande desempenho do governo”, disse.

A situação atual difere da campanha artificial promovida contra Dilma Rousseff. Naquele período, a burguesia aproveitou a crise econômica para organizar uma ofensiva ideológica contra o PT e toda a esquerda. Hoje, a insatisfação também nasce do fracasso do governo em atender às necessidades dos trabalhadores.

A extrema direita procura capturar ainda o descontentamento da classe média empobrecida.

“A classe média, principalmente seus setores inferiores, é uma das grandes vítimas do sistema econômico mundial. Os trabalhadores perderam emprego e foram empurrados para o subemprego, mas a classe média também é cada vez mais atacada. É natural que esteja insatisfeita. No Brasil, o bolsonarismo captura essa insatisfação. No restante do mundo, a extrema direita faz a mesma coisa”, afirmou.

Mudanças dependem da mobilização popular

Questionado sobre o que faria caso fosse eleito presidente da República, Pimenta respondeu que convocaria a população a sustentar mudanças profundas no País.

“Dependeria das condições em que estaríamos sendo eleitos, mas, de modo geral, chamaríamos o povo a apoiar o governo e mudanças profundas. Se esperarmos essa articulação complexa que o PT faz com a burguesia para mudar o País, vamos esperar até o ano 3000 e nada acontecerá”, afirmou.

O presidente do PCO apontou Gustavo Petro como exemplo de dirigente que, em diferentes momentos, chamou a população colombiana às ruas para enfrentar a direita.

“Alguém precisa falar alguma coisa. Caso contrário, será sacrificado como um boi no matadouro”, disse.

Política externa não impediu ataque de Trump

Pimenta criticou a política externa do governo Lula diante da Nicarágua, da Venezuela e da guerra de extermínio promovida por “Israel” na Faixa de Gaza.

A fotografia de Lula sorrindo ao lado de Trump foi apresentada como uma demonstração de prestígio diplomático. Pouco depois, o governo norte-americano aumentou as tarifas contra os produtos brasileiros.

“Quando Lula tirou uma foto sorrindo com Trump, muita gente disse que ele era o maior estadista do mundo. Eu pensei que o pessoal estava tomando um chá de erva meio estranho, porque não aconteceu nada. Depois, Trump impôs as tarifas. É uma política de aparência, de propaganda, segundo a qual tudo dará certo. A posição de Lula diante dos Estados Unidos é uma posição de impotência porque o Brasil não tem força. Não acho nem que isso seja culpa pessoal de Lula”, afirmou.

Pimenta defendeu o aumento das relações econômicas com a China, a Índia e outros países, mas criticou a dependência brasileira da exportação de produtos agrícolas e mercadorias pouco elaboradas.

“Esses exportadores brasileiros são muito parasitários. Encontram uma brecha para vender suco de laranja nos Estados Unidos e vivem disso. Não procuram evoluir nem procurar novos compradores. O Brasil fica dependente de exportações que prejudicam o País. Não é positivo viver de exportar suco de laranja, soja e outros produtos desse tipo”, declarou.

Messi é produto financeiro da FIFA

Pimenta voltou a tratar das denúncias de favorecimento à seleção argentina na Copa do Mundo. Para ele, Lionel Messi ocupa o centro de uma operação financeira bilionária ligada à Federação Internacional de Futebol (FIFA).

“Messi está no centro de um esquema financeiro multibilionário. Ele é uma espécie de garoto-propaganda que faz com que empresas e a FIFA ganhem muito dinheiro. É um esquema do futebol: cria-se o ídolo”, afirmou.

O presidente da entidade, Gianni Infantino, é a principal peça política do empreendimento. Messi funciona como o produto explorado comercialmente.

“O Infantino é a peça-chave do esquema. Messi é o garoto-propaganda, um produto que ele procura explorar. O antigo presidente da FIFA, Joseph Blatter, já está se movimentando e pedindo a derrubada de Infantino. Há uma rebelião, principalmente entre as federações europeias, porque o esquema principal de Infantino está ligado aos Estados Unidos”, disse.

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