A Seleção Brasileira não é apenas a maior campeã do mundo. É também a mais sabotada.
Esse é um dos pontos centrais do livro A evolução do futebol brasileiro através das copas, que será lançado amanhã, sábado (11), às 17 horas, no Centro Cultural Benjamin Péret (CCBP), em São Paulo. Publicado pela Editora Democritos, o livro analisa a trajetória do futebol brasileiro nas Copas do Mundo e a campanha permanente contra a Seleção.
O lançamento será realizado logo após a Análise Política da Semana, no CCBP, localizado na Rua Conselheiro Crispiniano, 73, República, próximo à estação Anhangabaú do metrô. O evento terá uma mesa-redonda com a participação de Rui Costa Pimenta, presidente nacional do PCO e pré-candidato à Presidência. O debate também será transmitido.
A importância do livro está no fato de que o futebol brasileiro não pode ser compreendido apenas dentro de campo. A história das Copas é também a história das pressões políticas, econômicas e jornalísticas contra o Brasil. A Seleção ganhou cinco taças, revelou os maiores jogadores da história e criou o futebol mais importante do planeta. Por isso mesmo, sempre foi alvo de ataques.
A campanha contra o Brasil aparece de várias formas. Aparece na tentativa de reduzir os títulos brasileiros a uma sucessão de “talentos individuais”. Aparece na pressão para europeizar a Seleção. Aparece no ataque sistemático aos seus principais jogadores. Aparece na imprensa burguesa, que transforma derrotas brasileiras em prova de “atraso” nacional, mas trata os europeus e a Argentina de Messi como exemplos de grandeza.
O livro mostra que essa campanha não começou agora. Ela acompanha a própria evolução do futebol brasileiro. Desde a formação do estilo nacional até o pentacampeonato, o Brasil sempre enfrentou a tentativa de rebaixar sua força. Quando vence, dizem que venceu por acaso, pela genialidade isolada de um jogador ou por falhas do adversário. Quando perde, a derrota vira pretexto para atacar todo o futebol brasileiro.
Esse é o ponto que torna a discussão atual. Entre 2006 e 2022, a Seleção passou por um jejum de títulos mundiais. Em vez de analisar as causas reais desse período, a burguesia aproveitou para apresentar o futebol brasileiro como superado.
O Brasil não se tornou pentacampeão copiando o futebol europeu. Tornou-se pentacampeão com Pelé, Garrincha, Didi, Nilton Santos, Jairzinho, Rivelino, Romário, Ronaldo, Rivaldo, Ronaldinho Gaúcho e uma escola própria. A maior força da Seleção sempre foi justamente aquilo que os inimigos do futebol brasileiro querem destruir: a criatividade, a técnica, o improviso, a formação popular e a tradição nacional.
Em declaração recente, Pimenta defendeu que o público conheça a verdadeira história das Copas. Segundo ele, a competição sempre esteve atravessada por interesses políticos.
A Copa do Mundo nunca foi um torneio neutro. A Itália de Mussolini foi favorecida pelo peso político do fascismo. A Alemanha Ocidental derrotou a Hungria em 1954 em uma das Copas mais criticadas da história. Em diferentes momentos, seleções foram protegidas, empurradas ou transformadas em vitrines políticas. O Brasil, ao contrário, apesar de sua superioridade histórica, sempre teve de enfrentar também esse terreno hostil.
Por isso, a defesa da Seleção Brasileira não é uma questão secundária. O ataque ao futebol brasileiro faz parte de uma campanha mais ampla contra o País. Querem convencer o povo brasileiro de que sua maior expressão esportiva é inferior, atrasada e dependente de técnicos, métodos e modelos estrangeiros.
A evolução do futebol brasileiro através das copas foi escrito para intervir nessa discussão. O livro percorre a história do futebol brasileiro, analisa as Copas, discute os períodos de glória e de crise e apresenta uma defesa política da Seleção contra a pressão da imprensa burguesa, da FIFA, da Europa e dos setores do grande capital que atuam dentro do futebol.
O lançamento será amanhã, sábado (11), às 17 horas, no Centro Cultural Benjamin Péret, na Rua Conselheiro Crispiniano, 73, República, em São Paulo. O livro está à venda por R$120,00, mais R$15,00 de frete. O pagamento pode ser feito pelo Pix [email protected].





