Enquanto bilhões de pessoas acompanham a Copa do Mundo como um dos maiores eventos esportivos do planeta, a Faixa de Gaza permanece marcada por bombardeios, deslocamentos forçados e uma crise humanitária que já dura décadas. A morte de um civil que organizava transmissões públicas dos jogos para moradores da região, além de demonstrar a crueldade e covardia do Estado “israelense”, tornou-se mais um símbolo do contraste entre a vida vivida em grande parte do mundo e a realidade enfrentada pelos palestinos.
Segundo as informações divulgadas, o homem promovia exibições coletivas das partidas para oferecer momentos de convivência e distração em meio ao conflito. Um ataque “israelense” atingiu a área onde ele estava, resultando em sua morte. O episódio voltou a chamar atenção para o elevado número de vítimas civis registrado desde o início da ofensiva militar em Gaza.
O governo de “Israel”, cinicamente, afirma que suas operações têm como objetivo combater grupos armados responsáveis por ataques contra seu território e sustenta que procura reduzir danos à população civil, mas já não convence a ninguém. Organizações humanitárias e organismos internacionais, por sua vez, têm manifestado preocupação com a dimensão das perdas humanas, a destruição de infraestrutura essencial e as dificuldades enfrentadas pelos civis para acessar alimentos, água, atendimento médico e abrigo. Uma clara violação dos direitos humanos.
Escolas, hospitais, centros de distribuição de ajuda humanitária e áreas residenciais passaram a figurar repetidamente nos noticiários, como alvos preferenciais do governo “israelense”, evidenciando que existe uma política de genocídio e limpeza étnica em andamento.
Para grande parte do planeta, a Copa representa celebração, entretenimento e integração entre povos. Em Gaza, assistir a uma partida poderia ter se tornado um raro momento de convivência comunitária, mas foi interrompido pela violência dos invasores. A sanha do Estado genocida não pode permitir que os palestinos tenham um mínimo de entretenimento.
Essa realidade reforça um dos aspectos mais dramáticos da atualidade onde uma potência militar não diferencia deliberadamente a vida civil das operações militares. À medida que os confrontos se prolongam, espaços destinados à educação, à saúde, ao lazer e à convivência acabam sendo igualmente afetados, ampliando o sofrimento da população local.
Mais uma vez, com a pressão que as redes sociais exercem, essa tragédia reacende o debate sobre a necessidade de mecanismos eficazes de proteção aos civis e de iniciativas diplomáticas capazes de reduzir a intensidade do conflito. Porém, fica evidente também a má vontade das grandes potências, que de fato protegem e apoiam o genocídio.
É triste que uma população não possa celebrar, como no resto do planeta, uma festa como a Copa do Mundo, pois a crueldade de seu inimigo, com a conivência das “democracias” europeias e dos EUA, nunca descansa.




