Guerra no Oriente Próximo

Após agressão imperialista, Irã bombardeia 85 alvos norte-americanos

CGRI afirma que operação atingiu instalações militares dos EUA no Barém e no Cuaite; drone MQ-9 também foi abatido

O Corpo de Guardas da Revolução Islâmica (CGRI) anunciou, na madrugada desta quarta-feira (8), horário local, que bombardeou 85 pontos ligados a instalações militares dos Estados Unidos no Barém e no Cuaite. A operação foi realizada em resposta aos ataques norte-americanos contra o território iraniano.

De acordo com comunicado do CGRI, as forças navais e aeroespaciais da organização realizaram uma operação conjunta com mísseis e VANTs contra instalações dos Estados Unidos no porto Salman, na área da Quinta Frota norte-americana, no Barém, e na base aérea Ali Al Salem, no Cuaite.

“Na resposta inicial a esta agressão, as forças navais e aeroespaciais do Corpo de Guardas da Revolução Islâmica, em uma operação conjunta com mísseis e VANTs, atingiram 85 pontos de importantes instalações militares dos Estados Unidos no porto Salman, na região da Quinta Frota norte-americana no Barém, e na base aérea Ali Al Salem, no Cuaite”, afirmou o comunicado.

O CGRI também anunciou a derrubada de um drone norte-americano MQ-9. A aeronave tentava interferir na operação iraniana quando foi abatida.

A operação ocorreu poucas horas depois de o Comando Central dos Estados Unidos anunciar uma série de “ataques poderosos” contra o Irã. De acordo com o CGRI, os ataques norte-americanos atingiram bases costeiras e pontos civis nas províncias de Hormozgã e Cuzestão, no sul do país.

Explosões foram registradas perto de Bandar Abbas, Qexm e Sirique. Correspondentes da televisão iraniana IRIB informaram que seis explosões foram ouvidas perto de um povoado nos arredores de Qexm e outras sete na região de Sirique. Em Sirique, os ataques atingiram um cais comercial e um porto de pesca. Várias pessoas ficaram feridas por estilhaços. Em Bandar Abbas, os bombardeios atingiram um cais de pesca e incendiaram barcos.

O CGRI denunciou que os Estados Unidos violaram abertamente o cessar-fogo e atropelaram o Memorando de Islamabade. A agressão norte-americana ocorreu durante as cerimônias fúnebres do aiatolá Ali Khamenei, líder da Revolução Islâmica, assassinado em 28 de fevereiro, no primeiro dia da mais recente ofensiva dos Estados Unidos e de “Israel” contra o Irã.

De acordo com o comunicado, os Estados Unidos atacaram o Irã para tentar diminuir o alcance político das grandes cerimônias de despedida realizadas no Irã e no Iraque. A principal procissão fúnebre ocorreu em Teerã na segunda-feira. Na terça, houve cerimônias em Qom. Nesta quarta-feira, as homenagens prosseguiram nas cidades sagradas de Najafe e Carbala, no Iraque. A cerimônia final está marcada para Maxade, onde Khamenei será sepultado no santuário do imame Reza.

“Após a epopeia criada pela grande nação iraniana na procissão fúnebre sem precedentes, magnífica e esmagadora para o inimigo em homenagem à figura única de nosso tempo e líder mártir da nação islâmica, o regime agressor dos Estados Unidos, cuja derrota se torna mais evidente a cada dia, mais uma vez repetiu seu costume de romper compromissos”, afirmou o CGRI.

O comunicado acrescentou que os bombardeios norte-americanos ocorreram “em pânico” e “em uma tentativa de encobrir este acontecimento histórico”, atingindo bases costeiras e instalações civis no litoral de Hormozgã e em Maxar.

A agressão norte-americana levou países do Golfo a acionar seus sistemas de defesa. As Forças Armadas do Cuaite anunciaram que respondiam a ataques de mísseis e VANTs. Registros divulgados da região também mostraram sistemas de defesa aérea em funcionamento no Barém.

A situação se agravou após a decisão dos Estados Unidos de restabelecer sanções contra o petróleo iraniano. O Ministério das Relações Exteriores do Irã condenou a revogação da suspensão temporária das sanções, classificando a medida como violação do Artigo 10 do Memorando de Islamabade, assinado em 28 de junho.

O ministério afirmou que a decisão norte-americana, tomada menos de 20 dias após o acordo, demonstrou “má-fé, instabilidade e falta de confiabilidade” do governo dos Estados Unidos. O Irã também denunciou que os norte-americanos violaram repetidamente os termos do memorando, inclusive por meio das ações da ocupação israelense contra o Líbano, e ressaltou que cumpriu seus compromissos de boa-fé.

O governo iraniano advertiu que os Estados Unidos são responsáveis pelas consequências da ruptura do acordo e afirmou que tomará as medidas necessárias para defender seus interesses nacionais e sua segurança.

Ao mesmo tempo, “Israel” voltou a bombardear o sul do Líbano. Segundo correspondente da Al Mayadeen, forças israelenses realizaram ataques aéreos contra a cidade de Beit Iahoun e a região entre Braachit e Beit Iahoun. A artilharia israelense também atacou os arredores de Nabatieh al-Fawqa e Meifadoun, enquanto um bombardeio aéreo atingiu Nabatieh al-Fawqa.

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