Mal começaram as negociações entre os representantes dos trabalhadores bancários e os banqueiros, em relação à Campanha Salarial da Categoria, e os patrões, logo de cara, negaram-se a suspender as demissões e o fechamento de agências enquanto durarem as negociações.
Já na segunda rodada de negociações entre patrões e empregados da categoria bancária, realizada no último dia 7 de julho, o Comando Nacional dos Bancários apresentou à mesa de negociação, “como prova de boa-fé, que os bancos suspendam as demissões e o fechamento de agências durante as negociações. A Fenaban, porém, negou os pedidos”. (Site Contraf/CUT)
Os dados das demissões e do fechamento de agências, apresentados pelos representantes dos trabalhadores, não deixam dúvida de que a política dos banqueiros é de redução drástica, para o próximo período, do número de bancários e de dependências bancárias. Evidentemente, essas medidas são parte da política de aumentar os lucros às custas da miséria dos bancários e da população em geral.
Segundo os dados: “Entre janeiro de 2015 e maio de 2026, os bancos reduziram os postos de trabalho em cerca de 93,3 mil. No último ano, o Santander eliminou 6.196 postos, o Itaú 4.620, o Bradesco 3.017 e o Banco do Brasil 1.498 postos, totalizando 15.331 postos. No mesmo período, o setor reduziu em 42% (9,5 mil) a rede de agências”. (Idem)
Além de se negarem a suspender as demissões e o fechamento de agências, negaram-se também a atender ao pedido de estabilidade para toda a categoria durante o processo negocial e de indenização adicional em caso de demissão.
Quando se trata de questões mais secundárias, como o retorno das homologações nos sindicatos; o reforço e a ampliação das cláusulas de qualificação e requalificação de trabalhadores na área de TI; e a criação de um banco de talentos bancários, cinicamente, os banqueiros responderam que irão avaliar.
É sempre necessário lembrar: a atividade bancária, que deveria ter caráter público, voltado ao atendimento de toda a população, é usada pelos governos como um instrumento para enriquecer uma minoria de parasitas que vivem de sugar o sangue da classe trabalhadora. Os trabalhadores bancários enfrentam uma situação cada vez mais insustentável. Com a redução do efetivo, um único bancário passa a exercer as funções que antes eram desempenhadas por três ou mais colegas. O resultado é o adoecimento em massa.
Diante da intransigência reacionária dos banqueiros em não atender às reivindicações mais sentidas da categoria, é necessário, nesta campanha salarial, sacudir urgentemente os trabalhadores bancários e organizar imediatamente uma mobilização, por meio dos métodos tradicionais de luta da classe trabalhadora: greves, ocupações, piquetes e mobilizações de rua, dando uma resposta de força contra os patrões.





