Repetem tanto a expressão “crise climática” que muitos passam a acreditar que se trata de uma realidade. Como acontece no artigo de opinião “Pausa para hidratação vira vitrine comercial e perde chance de alertar sobre o clima”, de Laura Moraes, publicado na Folha de S. Paulo neste domingo (5).
O primeiro parágrafo diz que “Criada para proteger atletas diante do calor extremo, a pausa para hidratação tem origem legítima e revela como a crise climática já interfere no futebol. Mas sua adoção obrigatória durante a Copa do Mundo expõe um paradoxo: em vez de ajudar o público a entender por que o jogo precisa parar, o intervalo tem sido tratado sobretudo como mais uma janela comercial —provocando rejeição.” Outra expressão muito utilizada é “extremo”, para aumentar a dramaticidade.
Não se trata de paradoxo que a pausa para hidratação seja tratada como uma janela comercial, pois a tal crise é muito mais propaganda, uma política do imperialismo que visa controlar os países pobres.
“O público vaia a interrupção”, continua a autora: “treinadores questionam a forma como a regra foi aplicada. É o efeito direto de não tratar o momento como o que ele é: uma parada biologicamente necessária e que poderia ser educativa.” Educativo, no caso, seria manter a pressão sobre as pessoas de que o mundo viveria uma catástrofe climática.
Laura Moraes quer que também a FIFA explique para as pessoas o porquê da hidratação quando não se fala em outra coisa que o clima.
O Apocalipse
Como todo texto que trata do tema, a abordagem é apocalíptica: “Se a pausa existe porque o futebol precisa se adaptar a um planeta mais quente, a Fifa deveria comunicar isso ao público. Explicar por que torcedores passam mal nas arquibancadas, atletas têm seu desempenho afetado, gramados sofrem e seleções adotam medidas como coletes de resfriamento. Deveria, ainda, mostrar que os investimentos em adaptação e sustentabilidade serão cada vez mais necessários.”
É preciso ser ingênuo para acreditar que ser fará investimentos em “sustentabilidade”, a menos que a conta recaia sobre a população, pois o capital só se interessa por lucro.
Por outro lado, como se viu no Brasil, a tal “sustentabilidade” tem servido apenas para impedir a prospecção de petróleo em nossas águas territoriais. A esquerda pequeno-burguesa encampou essa luta e age a mando do imperialismo, que sustenta muita gente por meio de ONGs.
Seguindo na linha catastrofista, a autora escreve que “esses impactos não se restringem ao futebol profissional. A maior parte das pessoas joga em campos de bairro, praças, escolas e projetos sociais —não em estádios climatizados ou com equipes médicas monitorando sua saúde. É nesses lugares que os efeitos do clima extremo são ainda mais impactantes. E estamos longe de ter um plano de adaptação nesses campos, onde o futebol nasce e resiste.”
Talvez Laura Moraes não saiba, mas a hidratação nos bairros só acontece mesmo na hora do churrasco pós-jogo, e não é com água. De onde ela tirou a ideia de que haverá um plano de adaptação nesses campos? No Brasil não recursos para praticamente nada. Além disso, quem disse que o mundo está entrando em uma era de superaquecimento? Já tivemos fases semelhantes no passado. A Terra já esquentou e esfriou diversas vezes. Isso tudo antes de haver o fantasma das “emissões de carbono”.
Indo para o final, articulista alega que “o que acontece hoje na Copa na América do Norte antecipa escolhas que o futebol terá de fazer em diferentes países. No Brasil, 78% dos clubes das Séries A, B e C de 2025 estão em municípios com alto risco de eventos climáticos severos até 2050 e podem perder quase R$ 70 bilhões em valor de mercado.”
Tudo gira em torno de “severos” e “extremos”. Enquanto isso, a União Europeia está investindo pesado em armamentos, pois pretende entrar em guerra com a Rússia. Nenhum desses países se preocupa de fato com clima.
Recentemente, na guerra de agressão imperialista contra o Irã, atingiram refinaria, reservatórios de água, tudo isso sabendo que ataque à infraestrutura é crime e serve para punir a população.
O imperialismo tem utilizado o clima em uma campanha massiva; por isso, utilizam agora o futebol, pois sabem do alcance desse esporte acompanhado por bilhões de pessoas.
Chama a atenção que tanto a direita quanto a esquerda pequeno-burguesa se unam em torno dessa política. Existe uma enorme manipulação dos dados, falasse o tempo todo de sustentabilidade, energias verdes, mas se esconde que essas tais energias renováveis não têm ainda como sustentar redes de escolas, hospitais e muito menos indústrias.
Tudo o que se faz, de fato com o clima, é impedir que países pobres se industrializem e se desenvolvam. A China é a prova de que é crucial a industrialização para gerar riquezas, empregos e avanços tecnológicos.
São os avanços tecnológicos que produzirão menos impactos e poderão chegar cada vez mais perto da produção de energias limpas. Essa história de “eventos climáticos severos” só vai retardar o desenvolvimento econômico.



