Cerca de 20 joias do Museu Lalique foram roubadas na madrugada de domingo (5), em Wingen-sur-Moder, no nordeste da França, na Alsácia, a cerca de 60 quilômetros de Estrasburgo. As peças, criadas pelo mestre vidreiro e joalheiro René Lalique e por seus sucessores, são avaliadas em até quatro milhões de euros, segundo fonte ligada à investigação.
O grupo de ladrões mascarados invadiu o museu por volta das 5h30, horário local. Os assaltantes forçaram uma porta e foram diretamente para a sala das joias. Os alarmes soaram, mas o grupo fugiu antes da chegada da gendarmeria.
O museu, mantido pela fabricante de luxo Lalique, informou que permanecerá fechado por alguns dias. Parte das peças roubadas era composta por joias de cristal, sem pedras preciosas, o que dificulta a revenda porque não podem ser fundidas como ouro ou outros metais.
Franck Leroy, presidente da região Grand Est, classificou o roubo como um ataque ao patrimônio e à cultura. Inaugurado em 2011, o Museu Lalique reúne mais de 650 obras, entre joias Art Nouveau, frascos de perfume, vidros e cristais Art Déco.
O roubo ocorre menos de um ano após o assalto ao Louvre, em outubro de 2025, quando criminosos levaram joias avaliadas em mais de 100 milhões de euros em uma ação de menos de oito minutos. As peças roubadas do Louvre ainda não foram recuperadas.




