Elton John, 79 anos, pode retornar aos palcos em formato virtual após ter encerrado sua turnê de despedida em 2023. Segundo o jornal britânico The Sun, o cantor fechou um contrato milionário para estrelar uma temporada com hologramas no novo Hard Rock Hotel, em Las Vegas, nos Estados Unidos, cuja inauguração está prevista para 2027.
A informação divulgada aponta para um espetáculo baseado em tecnologia mais avançada do que a utilizada em ABBA Voyage, produção apresentada em Londres desde 2022, que recria digitalmente os integrantes do grupo sueco ABBA em apresentações ao vivo. No caso de Elton John, a proposta seria oferecer uma apresentação imersiva, com o cantor em forma de holograma.
A produção também incluiria representações digitais de Dua Lipa e Kiki Dee, artistas ligadas a duetos da carreira de Elton. A ideia, segundo a fonte ouvida pelo jornal, é alterar o formato tradicional das temporadas musicais de Las Vegas, substituindo a presença física do artista por uma versão tecnológica capaz de repetir apresentações em escala.
A fonte citada pelo The Sun afirmou: “Elton, Dua e Kiki serão hologramas. É semelhante ao espetáculo ABBA Voyage, em Londres, mas muito mais avançado, porque a tecnologia evoluiu bastante. Elton assinou um contrato milionário com o Hard Rock. É uma mudança em relação ao formato tradicional e está sendo proposto como uma experiência totalmente imersiva. Vai ser fenomenal.”
O contrato ainda não foi detalhado publicamente pelo cantor no material enviado, mas a informação se insere em uma tendência crescente da indústria cultural: transformar artistas consagrados em apresentações digitais permanentes. Mesmo depois da aposentadoria das grandes turnês, a imagem do músico continua sendo explorada comercialmente por meio de tecnologias de recriação visual e sonora.
Elton John encerrou sua turnê de despedida dos palcos em 2023, após décadas de apresentações em vários países. A aposentadoria das turnês, no entanto, não significou afastamento completo de grandes eventos. O cantor voltará ao Brasil em 2026 como atração principal do Rock in Rio. A apresentação está marcada para 7 de setembro, no Palco Mundo.
Ao anunciar a vinda ao Brasil, Elton John afirmou que aceitou o convite porque não passou pela América do Sul em sua turnê de despedida. “Sempre tive momentos fantásticos quando tocamos no Brasil. Não consegui ir à América do Sul para a turnê de despedida, então, quando o Rock in Rio me convidou para tocar, aceitei imediatamente”, disse.
O músico também destacou a relação com o público brasileiro. “Amo meus fãs brasileiros, eles têm um lugar muito especial no meu coração. A energia que esses grandes shows únicos me proporcionam desde que parei de fazer turnês é imbatível. Como banda, estamos em ótima forma, soando tão bem quanto sempre soamos e, acima de tudo, ainda amamos tocar juntos. Eu, realmente, mal posso esperar para voltar ao Brasil.”
A fala mostra que o show no Brasil será uma apresentação convencional, com Elton e sua banda. O projeto de Las Vegas, por outro lado, aponta para outro caminho: a reprodução de artistas por meio de imagens digitais, em espetáculos que podem continuar mesmo após o fim das turnês.
Esse tipo de apresentação é vendido como inovação tecnológica, mas também revela o funcionamento atual da indústria cultural. Grandes nomes da música passam a ser explorados como marcas permanentes. A presença física do artista deixa de ser indispensável, enquanto sua imagem, seu repertório e sua história continuam gerando receita para hotéis, produtores e empresas de entretenimento.
Las Vegas, cidade marcada por grandes residências musicais, aparece como local adequado para esse formato. O Hard Rock Hotel, com inauguração prevista para 2027, buscaria utilizar Elton John como atração de alto valor comercial desde sua abertura. A presença de Dua Lipa e Kiki Dee em versões digitais ampliaria o alcance do espetáculo entre públicos de diferentes gerações.
O caso de Elton John mostra como a tecnologia está sendo incorporada ao setor musical não apenas como recurso de palco, mas como substituição parcial do próprio artista. Após décadas de carreira, o cantor continua sendo convocado para apresentações presenciais, como no Rock in Rio, e ao mesmo tempo é transformado em produto digital para uma residência milionária nos Estados Unidos.



