Os rodoviários do município do Rio de Janeiro rejeitaram a proposta apresentada pelas empresas de ônibus e mantiveram o estado de greve. A paralisação começou à 0 hora de segunda-feira, 29 de junho, depois que a categoria recusou a oferta patronal.
O Sindicato dos Rodoviários, presidido por Sebastião José, reivindica reajuste de 17%, em duas etapas, piso de R$5 mil para motoristas de BRT e articulados, piso de R$4 mil para os demais motoristas, vale-alimentação de R$1 mil, plano de saúde, jornada 5×2 e pagamento do intervalo de refeição como hora extra.
O Rio Ônibus, sindicato das empresas, ofereceu apenas 4,39%, referente ao IPCA, e vale-alimentação de R$860. As empresas alegam “crise estrutural de receita” e redução dos subsídios por quilômetro rodado.
O Tribunal Superior do Trabalho, atacando a paralisação, determinou a circulação mínima de 80% da frota. Nos primeiros dias de greve, porém, menos da metade dos cerca de 3.800 coletivos do município circulava. Em um dos dias, por volta das 7 horas, havia aproximadamente 1.650 ônibus em operação.
Em audiência de conciliação no TRT-1, realizada em 30 de junho e conduzida pelo desembargador Gustavo Tadeu Alkmim, a categoria rejeitou a proposta das empresas e manteve o estado de greve, suspendendo temporariamente a paralisação até esta segunda-feira (6). O setor patronal tinha prazo até as 11 horas para apresentar uma proposta viável. O centro da divergência permanece o reajuste de 17% reivindicado pelos trabalhadores, contra os 4,39% oferecidos pelas empresas.




