Mais uma vez, sob o velho argumento de viabilizar soluções para sanar as “dificuldades” por que passa a Caixa de Assistência dos Funcionários do Banco do Brasil (Cassi), a diretoria do BB quer passar a conta do “prejuízo” para as costas dos trabalhadores.
Em rodada de negociação realizada no dia 23 de junho, entre os representantes dos trabalhadores e a direção do BB, em resposta à proposta apresentada pelas entidades representativas dos trabalhadores, o BB, na maior cara lavada, apresentou uma proposta digna dos piores abutres capitalistas: fazer um aporte extraordinário à Cassi de R$ 2,3 bilhões, para recompor as reservas da entidade, em que o banco arcaria com 50,26% do montante, e seus funcionários, com 49,73%.
Ou seja, a direção do banco, que vem submetendo seus trabalhadores às piores condições de vida por meio da sistemática política de arrocho salarial, quer, com essa medida, aumentar ainda mais os ataques à categoria, onerando ainda mais os funcionários. Quer repassar um valor bilionário de uma conta que, com certeza, não é de responsabilidade dos bancários do BB.
As entidades representativas dos trabalhadores rejeitaram a proposta do banco, mas capitulam e defendem uma “divisão mais equilibrada, com a participação de 70% do banco e 30% dos associados”.
Entra ano e sai ano, a lenga-lenga da direção do Banco do Brasil sempre é a mesma. A cada mudança no estatuto da Cassi, o banco despeja uma enxurrada de informações de que a Cassi está quebrada, no sentido de tentar impor mais um ônus aos trabalhadores. Agora, a situação é a mesma.
A Caixa de Assistência dos Funcionários do Banco do Brasil chega a ter uma receita de mais de R$ 7,7 bilhões, com mais de 550 mil participantes. Os roubos, favorecimentos a hospitais, desvios de verbas etc., principais causas da atual situação da Cassi, ficam como estão: nada é feito, nada de apuração das denúncias feitas ao banco.
A Cassi é um patrimônio construído pelos trabalhadores, e é a eles que cabem seu gerenciamento e controle. Hoje, seus administradores são escolhidos por meio de seleção interna, coordenada pelo banco, que detém a prerrogativa de nomear o presidente da entidade.
Cabe aos trabalhadores do Banco do Brasil barrar mais esse ataque da direção do banco e organizar a mobilização por seus direitos.





