Famílias do bairro Progresso denunciaram interrupções no fornecimento de energia elétrica, em Bento Gonçalves, na quinta-feira (25), após três dias de problemas. As quedas atingiram várias ruas e costumavam ocorrer entre 18h e 19h, com retorno apenas na manhã seguinte. A situação afetou moradores que chegavam do trabalho, enfrentavam frio e não conseguiam realizar tarefas simples dentro de casa.
O problema foi relatado por moradores de diferentes pontos do bairro. Na Rua Osvaldo Henrique Fornari, a moradora Marta Amorim afirmou que a comunidade estava cansada da situação. A queixa principal é que as famílias suportavam baixas temperaturas sem fornecimento regular de energia, em um horário de uso intenso para banho, alimentação, iluminação e aquecimento.
Outro morador afirmou que as pessoas trabalham o dia inteiro e, ao chegar em casa, não conseguem tomar banho quente por causa da falta de luz. A repetição das quedas transformou um problema técnico em uma crise cotidiana. A interrupção no início da noite atinge justamente o momento em que as famílias retornam para suas casas e dependem mais do serviço.
Os relatos indicam que os moradores fizeram vários contatos com a Rio Grande Energia (RGE), concessionária responsável pelo fornecimento, mas não receberam explicação clara sobre a causa das interrupções. Também reclamaram da ausência de uma previsão confiável para normalização. Essa falta de informação amplia a indignação, porque impede as famílias de se organizarem para preservar alimentos, planejar deslocamentos ou proteger pessoas mais vulneráveis ao frio.
A crítica dos moradores também atingiu a diferença entre a cobrança das contas e a resposta diante de falhas. Um dos relatos apontou que a empresa age rapidamente quando há inadimplência, mas não oferece a mesma agilidade para explicar e resolver o problema no bairro. A frase resume a percepção comum em situações de serviço público essencial administrado por concessionária privada: a conta chega com regularidade, mas o atendimento à população falha quando há necessidade concreta.
No Progresso, a cobrança é por solução urgente. Moradores afirmam que a sequência de quedas provoca prejuízos, desconforto, insegurança e perda de qualidade de vida. A situação expõe como falhas de fornecimento, mesmo quando localizadas, atingem diretamente o direito básico de viver com dignidade dentro de casa.



